Como deixamos isso acontecer, Brasil? – I

O chulo, o baixo calão, o respeito.

Estou sentado em frente à televisão, juntamente com minha esposa, vendo os relatos dos últimos e graves acontecimentos políticos ocorridos “na Corte” (em Brasília/DF/Brasil). Os repórteres esforçam-se para mostrar da melhor maneira e mais real possível o que está acontecendo.
O que nos chama a atenção é o palavreado pobre, despido de qualquer censura ou respeito sendo utilizado abertamente em quase todos os canais de comunicação no Brasil atualmente.princesas_palavrao

Historicamente, nossa geração (dos anos 50 e início de 60), premíamos por manter uma conduta respeitosa e ética em sociedade. Trazíamos a herança de ensinamentos enérgicos dadas por nossos pais.
Chegamos a nos rebelar silenciosamente com isso, lembre-se: rock’roll, Woodstock e muitas coisas mais… Então, num inconsciente libertário, resolvemos facilitar as coisas a nossos filhos, abrimos mão de alguns estereótipos e a educação (relação pais e filhos) começou a avançar por caminhos que não sabíamos aonde chegariam.

Passados trinta ou quarenta anos, nos deparamos com um Brasil irreconhecivelmente feio, ignorante, mal educado e extremamente preguiçoso. Trataremos paulatinamente desses assuntos.
O foco hoje é para o palavreado empobrecido, de forma muito enfático na mídia, proferido com orgulho por ícones da sociedade brasileira em suas exposições.
Até algum tempo atrás, palavras chulas e de baixo calão eram muito comuns em reuniões masculinas, acredito terem sido de uso exclusivo dos homens, que respeitosamente baixavam vozes quando na presença de mulheres, de pessoas idosas, a isso se chamava – respeito.
Hoje, banalizou-se o linguajar no meio social e o pior, em exposições midiáticas de ícones públicos.
Com o surgimento das ideias libertárias femininas, as mulheres deixaram de lado a visão da recatada feminilidade e passaram a serem agressivamente igualitárias ao mundo masculino. É um direito delas e devemos-lhes respeito a isso, porém elas passaram a agir como se homem fosse, coisa que há pouco tempo atrás elas condenavam como atos de baixaria (chulos).

pimenta-no-cAs palavras chulas e de baixo calão sorvem como se doce fossem nas bocas femininas e masculinas, com a mesma intensidade e variação. Passou a ser chique, a ser “integrado ao mundo novo”, ser chulo, ser baixo, ser desrespeitoso.
Exemplo máximo é a raiz deixada pela idolatria a um político de origem pobre, de baixo nível escolar, mas com um dicionário substitutivo repleto de palavras chulas e de baixo calão que são proferidas abertamente em declarações e palestras como se normal fossem à sociedade. E infelizmente a sociedade acéfala o copia.
Temos que mudar isso urgente. Talvez seja este o primeiro degrau de uma longa escada que devemos iniciar a subida, se quisermos que os netos de nossos filhos respeitem-se e não se digladiem por um pedaço de pão…

 

#Disse
Carlos Leonardo

 


Chulo
De mal gosto, grosseiro.
Baixo calão
Uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocábulo que pertence à categoria de gíria e, dentro desta, apresenta chulo, impróprio, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto de vista de algumas religiões ou estilos de vida. Palavras de baixo calão, calão de baixo nível em Portugal ou simplesmente, palavrões, são formas inadequadas na norma culta da língua portuguesa e geralmente usados de forma popular e coloquial, exceto por licença poética.

Fonte: Dicionário InFormal

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