Foi quase um êxtase de festa. Mas e agora?

Pois é Brasil, deste uma demonstração muito convincente de exercício de cidadania. Milhares e milhares de cidadãos exibindo algo em verde e amarelo; saíram às ruas na maior tranquilidade, sem qualquer ato de vandalismo ou agressividade. Exigiram o cumprimento de seus pontos de vistas políticos, demonstraram as razões do porque disso em palavras de ordem cantadas e decantadas em altos brados e cartazes criativos.

Descobriu-se hoje (13/03/2016) o poder da união de interesses comuns pelo povo. Agora em casa, descansando, acompanha o feedback de suas proezas nas ruas e praças do Brasil através de comentários nas mídias radiofônicas e televisivas brasileira; anseia por saber o tamanho da repercussão no exterior dos atos cívicos desta data.

Tudo muito bonito. Foi quase um êxtase de festa. Mas e agora?

Imaginemos que como num filme de final feliz, a partir de alguns dias comece a ruir toda essa estrutura podre e lamacenta em que se encontra hoje a Nação. Políticos inaptos, políticos tampões, corruptos, ladrões, aconchavadores, de uma hora para outra comecem a seres presos, terem seus bens indevidos arrestados, seus cargos ocupados por outros que por sua vez, também passem pelo mesmo processo e assim sucessivamente.
Estaremos então diante de um novo problema para a Nação. Não temos nomes confiáveis a nível nacional para nos representarem nas esferas governamentais.

Nós, de uma maneira geral, não nos acostumamos a tomar conhecimento e a acompanhar os feitos dos políticos que ajudamos a eleger. Partindo-se dos políticos municipais até os federais, sempre fizeram as coisas como quiseram e muito raramente, reportavam-se aos eleitores desinteressados a respeito de seus atos. Somente nos preocupávamos com o dia a dia dos políticos nas vésperas do escrutínio.

E agora seremos obrigados por força da lei a eleger nomes. Nomes limpos, nomes que nos deem a certeza de trabalharem em prol da Nação, não em benefício próprio, nomes comprometidos com o povo, com você. Aí temos um grande problema à nossa frente: A MÁQUINA.
Ela tem vida própria, todos que nela adentram, passam a ser só mais uma engrenagem. Nós deixamos tornar-se diabólica, monstruosamente inviolável. Seus tentáculos começam a nos treinar nas disputas hierárquicas de nosso lar, de nosso trabalho, de nossa convivência com os próximos, com a sociedade. A cada diploma de competência a que nos formos agraciados, colocamos um dente a mais na construção de nossa engrenagem que começará a ser usada com mais precisão quando conseguirmos ser um expoente em algum cargo na sociedade, principalmente se for político.

Este será um assunto muito em voga em breve, estou-me antecipando apocalipticamente ao futuro porque acho que ao calor de nosso sucesso de brasileirismo, pensemos também nas soluções necessárias para quando nossos reclamos políticos forem concretizados.

Gostaria imensamente, que você que lê este artigo que estou escrevendo, seja adepto de qual partido for, deixe aqui sua sugestão de como melhorarmos a nossa vida no Brasil. Logo, logo, não será inteligente ficarmos discutindo as qualidades deste ou daquele político ativo ou de candidato; deveremos assumir o comando dos desejos desta Nação e então em comum acordo de cidadãos, exigirmos o cumprimento das necessidades por nós detectadas na melhoria de vida do povo em geral. Nossos grandes ou pequenos níveis de conhecimento individual sobre conceito político devem ser apenas complementos nas decisões sobre as necessidades, não o norte.

Independente de sua preferência partidária, por favor eu peço, comente como um brasileiro no meio de tantos outros, seja por um momento, apartidário.

#Disse
Carlos Leonardo

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