Saúde e educação puxam queda inédita de diplomas no Brasil

Deveríamos estar preocupados com esses números. Uma análise mais aprofundada faz-se necessária e apresentação de suposições como justificativas, não levam a nada. Não acredito que salários possam ser considerados como causa principal para essa diminuição de formandos, muito provavelmente outros fatores contribuíram para isso. O alto custo de um curso de medicina inviabiliza a aceitação por famílias não tão abastadas, mesmo nas universidades gratuitas, o custo final com livros e equipamentos é impraticável, por outro lado para os formandos na área de educação, os problemas são outros, o sistema de ensino não é incentivador, os constantes casos de agressão a professores, o desrespeito ao profissional pelas famílias.
formandSoma-se a tudo isso os problemas de colocação de trabalho e consequentemente a remuneração muito baixa. Nos estados mais desenvolvidos, onde rondam as melhores rendas per-capita, as vagas são raras e quase sempre são em caráter substitutivo. Restam então somente as oportunidades ofertadas em rincões distantes da civilização moderna, onde ainda se trocam consulta por galinhas, onde se pagam professores tal mal, mas tão mal que poucos conseguem sobreviver dando aulas…
Talvez seja este o caminho a ser rastreado…

#Disse
Carlos Leonardo

 

Fonte: Folha de São Paulo

 

#CONVITE
O que você acha dessa desaceleração de formandos?

Publicado originalmente no blog “Divagando a Notícia” em 13/10/2014.

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