É golpe, é golpe, é golpe… aí fora não se vê bem assim…

Essa retórica não é bem assimilada pelas mídias de fora do Brasil. Apesar de sentirem o processo de impedimento da continuidade do mandato da Presidente da República como que alicerceado em solo arenoso, as reportagens de jornais de renome internacional parecem convergir para um ponto de legitimidade do processo em si.

Com pontos de vista divergentes em detalhes não coincidentes levam a crer que os ângulos de visão do processo em si, pelos correspondentes internacionais baseados no Brasil, estão influenciados por adesão a ideias com tendências oposicionistas ou da situação (governo).
Tudo o que se aventa nos meios políticos e na mídia nacional não parece espelhar o posicionamento jornalístico das mídias internacionais, apenas “puxam a brasa para suas sardinhas” defendendo seus interesses políticos ou de mercado na confusa situação econômica e política em que vive o brasileiro.

A mídia nacional escrita e falada está tendenciosa para um lado ou para o outro e só da ênfase a pontos de reportagens internacionais que venham de encontro as suas linhas de pensamento, de seus interesses.
Como o brasileiro tem por tradição apenas ler os cabeçalhos de notícias, quando o faz, e de assistir a noticiários sintetizados na televisão, são levados a pensar e a se situar numa realidade nebulosa e confusa que não lhe dá qualquer certeza do que realmente ocorre nos meios políticos e mercadológicos do País.

Um povo alienado em que até pouco tempo atrás se enobrecia em dizer que “política e religião não se discutia”, de repente vê-se envolvido num turbilhão de informações que exigem o seu posicionamento. Sem costume e nem informações claras da situação ele é obrigado a deglutir tudo e mostrar-se apto a opinar e a defender uma causa, um lado da situação.
Esse ato é avultado quando seu posicionamento optado é coincidente com a opinião de um jornalista internacional retratado por um excerto de uma reportagem, escolhida como exemplo pela mídia nacional.
E assim o gado novo vai caminhando “ao Deus dará”…
Um dia chegaremos lá, quem sabe…

#Disse
Carlos Leonardo

Comentário baseado em reportagem
Imprensa internacional não chama impeachment de golpe – Folha de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 


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