Mídia, tornamo-nos suas vítimas ou somos orientados por ela?

compra-compulsivaNeste final de semana eu fui até a farmácia comprar meus medicamentos e eu estava conversando com o farmacêutico, amigo de um bom tempo, não sei como surgiu este assunto, mas acontece que foi interessante a conversa e achei bom usá-la como tema desta minha postagem.

Nós estávamos falando sobre mídia, o poder da mídia, o que ela nos faz. A mídia em geral nos deu muita coisa boa, muito conhecimento, ela nos traz atualizações imediatas de fatos ocorridos, quase que simultaneamente, visões diferenciadas de um mesmo acontecimento. Em contrapartida, ela nos dita regras, a mídia com segundas intenções ferem nosso direito de fazer o que bem quisermos, de nosso livre arbítrio. E nós não estamos nos dando conta de que lentamente somos engolidos por essa facção da mídia. Nós começamos conversando sobre a imposição farmacológica através da mídia, nunca se tomou tantos medicamentos, nunca se usou tanta automedicação por sugestão da mídia. – “Você está com dor de cabeça, tome… Tal coisa”, “Está com dor não sei aonde, tome outra coisa”, a mídia nos faz isto. “você está desanimado, tome tal coisa” e aparecem aqueles jovens fortes correndo e a mensagem subliminar disso é que se você fizer a mesma coisa, ficará forte, mesmo sendo velho.

Isto é apenas um nicho das informações que recebemos diariamente, com o advento da televisão, isso daí foi o maior carro chefe que poderia acontecer, o maior mercado de propagandas que poderia haver, não é atoa que custam fortunas, gastam-se milhões em cada campanha promocional dessas que aparecem na TV.
Compra-se de tudo, acostumamos a ter um monte de bugigangas que usamos uma vez na vida ao menos, coisas que talvez nem precisássemos, certamente não precisaríamos na grande maioria das vezes. Mas naquele instante em acompanhamos a propaganda na televisão, ou sei lá, nos jornais, nas revistas, onde quer que seja, nos rádios, pareceu-nos interessante adquirirmos aquilo e o temos lá guardado; não sabemos e nem temos como se desfazer daquilo, ficam entulhando a casa.

Food-Truck-Roundup-Image-680uwNa parte alimentar, é um absurdo, nunca se comeu tanto e tanta “porcaria industrializada” (desculpe-me pelo chulo), os jovens de hoje desconhecem e rejeitam alimentação natural em sua maioria. Com o surgimento dos modismos de fast-foods, agora surgiram os food-trucks, essa molecada se arrebenta de tanto ingerir comida industrializada e acham isso normal. Muito óleo, muitas frituras. E quando você traz uma comida natural à mesa, um prato caipira feito com esmero dentro da casa, eles rejeitam, não estão habituados a isso.
Isso acontece a partir da geração de seus trinta e poucos anos de idade já sentem esse problema e de lá para cá, os filhos deles, os netos deles já estão muito priores que isso. A obesidade é enorme no País, tudo em razão de uma mídia desregrada, uma mídia com segundas intenções, uma voltada apenas ao consumo e nós somos presas fáceis desse meio.

O modismo, as roupas que custam uma fortuna, o modo de se vestir, o Brasil está feio de se ver, o mundo está feio de se ver na maneira de se trajar, perdeu-se o encanto das roupas bonitas, dos trajes bonitos, das roupas trabalhadas, hoje se vê tatuagens exageradas pelo corpo todo, tudo isso porque a mídia diz que é bonito e nós acreditamos que seja uma coisa bonita.

Há muito mais, muito mais a se falar sobre esse tema, é um tema muito extenso. Há poucos dias atrás, estava eu conversando com uma nora minha e ela estava gestante, discutíamos de como cuidar de crianças, poxa, existe um excesso de proteção, não sabemos exatamente contra que, um exagero de medos de tudo quanto é coisa, a mídia joga que estamos contaminando tudo, que o mundo está contaminado e nós temos que proteger nossos filhos. O mundo sempre esteve contaminado, talvez agora um pouco mais, mas as crianças pobres, muito pobres, essa mídia não os atinge porque eles não têm poder aquisitivo para isso, e não digo cem por cento, mas provavelmente, oitenta e cinco, noventa por cento crescem da mesma maneira, talvez mais fortes que nossos “bichinhos cor-de-rosa de apartamento”, que costumo chamá-los, criancinhas hiperprotegidas que desconhecem tudo, que não sabem nada quando começam a crescer, só são protegidas. Se, saem para passear e tomam uma brisa mais fria, um ventinho qualquer, pegam gripe com muita facilidade porque não têm resistência adquirida para nada.

gordoPoder-se-ia ir longe demais nesse tema, pretendo abreviar esta postagem, a intenção é só de comentário, um alerta, é um assunto difícil de ser abordado porque as gerações mais novas não conseguem enxergar isso e não querem enxergar isso, estão sendo escravizados a cada vez mais, tudo em prol de consumo, tudo em prol do consumismo desenfreado, isso sem falar nos modismos como as famosas “Pets”, onde os animaizinhos têm tratamento de seres humanos, não que devam ser diferentes, mas não há necessidade de tanta coisa assim, não é?

Aliás, a gente com o passar dos anos, quando vai se chegando a certa idade, começa a descobrir que nada é necessário, necessidade é de estarmos bem, simplesmente isso, mas isso não é o normal para o mundo de hoje. Esperamos que essa geração ou as próximas acordem para isso, que descubram quanta futilidade existe no mundo hoje e acima de tudo, saiam dessa armadilha.

#Disse
Carlos Leonardo


 

Rascunho

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