A difícil arte da seleção, conciliação e aceitação de uma equipe

Lembro-me de quando na ativa, chegava numa agência qualquer do banco, com poder e uma carta que dava todos os poderes para aquele local, a expectativa gerada era incrível, um clima tenso numa mistura de curiosidade e de rejeição.

equipe1Estou vendo exatamente isso neste “day after” no governo federal. É possível se imaginar as dificuldades para criação da equipe em exíguo tempo, pelo Presidente em exercício, não há muitos elementos realmente qualificados e disponíveis que se disponham em por em risco suas carreiras, sua segurança, sua estabilidade de vida em prol de uma tentativa de um programa de reabilitação em todos os níveis da Nação e que não estejam de uma maneira ou outra, envolvido na enorme quantidade de processos existentes e que tramitam em diversos órgãos do Judiciário do País.

A união dessa equipe é outro fator que agrega mais dificuldades no resultado final da empreitada. Os egos, os interesses particulares e partidários devem estar em consonância com os objetivos prioritários da Nação.
A pluralidade de opiniões a respeito da solução a um fato único é enorme, ela envolve o entendimento, o foco, a disponibilidade do interlocutor para com o tema discutido.

Mas o fator principal a ser almejado sucesso é a aceitação, a fé pública para com a equipe. Sem levar em consideração as reações das alas antes governo, agora oposicionistas e que não aceitam em hipótese alguma, ser considerada como parte integrante desse caos nacional instalado. A cultura de que a culpabilidade de qualquer erro ou sua consequência será sempre de terceiros e nunca assumidos pela organização, faz com que na cabeça dessas pessoas sempre tenham que encontrar um culpado.
Mas voltando à aceitação da equipe, essas mesmas pessoas que dão aval à nova equipe, deverão em muito breve começar a cobrar resultados.

equipe02Está-se muito cansado de desmandos, de falcatruas, de ajustamentos contábeis, de liberações de verbas às escuras para entidades criadas pelo próprio sistema, que lutam às vezes contra o próprio sistema. A manutenção e liberdade dadas a essas entidades agridem o bom senso do brasileiro trabalhador, incapaz de entender lutas de classes, de sindicatos que não defendem seus interesses, só recebem verbas do governo e destroem propriedades privadas e governamentais, impedem e agridem os direitos de todos os cidadãos brasileiros não alinhados a seus interesses.
Por esse elenco de razões é que se dá um basta nessa ideologia implantada, que não deu certo e dá-se uma nova oportunidade de recomeço, uma nova oportunidade de colocar o País novamente nos trilhos do desenvolvimento.

#Disse
Carlos Leonardo

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