Até onde pode chegar o ser humano…

Estava hoje de manhã lendo as notícias para definir sobre o que comentar, na verdade estou cansado de falar sobre políticos, preciso descansar um pouco do tema. Logo haverá extensas notícias a analisar.
Uma delas me chamou a atenção, Francês processa empresa porque trabalho era entediante demais (****), essa reportagem trata de um funcionário de uma empresa que, depois de sete meses de licença, foi demitido por longa ausência do trabalho. Acontece que, quando de seu retorno, ele fora deslocado de suas funções para outra. Aí ele resolveu processar a empresa, pedindo um ressarcimento, pasmem: 360 mil euros em indenização (cerca de R$ 1,4 milhão). Fácil não é?

Pois é, esse comportamento um tanto estranho me fez lembrar um episódio ocorrido há poucos dias atrás em um hipermercado em que estava com minha esposa. “N” caixas existiam, mas eu fui logo entrar numa fila para passar onde ocorreu um incidente no mínimo muito chato.

Ocorre que um casal, bem trajado, não aparentando em nada simplicidade, estava sendo atendido pela caixa à minha frente. Tudo transcorria normalmente até que de uma hora para outra a caixa “fecha a cara”, bloqueia o terminal e chama uma provável supervisora, comenta algo com ela e fica aguardando. O casal também, aguardando e eu também com uma cara de azedo azarado, aguardando. A supervisora analisava e reanalisava as poucas mercadorias restantes no carrinho de compras até que chamou um atendente qualquer e mandou que retirasse aquelas mercadorias urgente para algum lugar. Passou seu tradicional cartãozinho no terminal e mandou a caixa encerrar a operação, com um olhar de desaprovação latente.

Depois que os clientes saíram é que fui saber, no meio de suas compras, que não foram muitas, eles provavelmente colocaram peças e peças de carne de primeira, embalada em bandejas para transporte que estavam com sua validade vencida no dia anterior. Consequentemente, por lei, eles naquele ato oficiaram o direito de ressarcimento pelo hipermercado, com a substituição “gratuita” das peças de carne que estavam indevidamente à disposição para compra. Ponto final na estória.

Agora, vamos pensar. Não cabe aqui a defesa do hipermercado, ele falhou ao disponibilizar mercadoria vencida em suas gôndolas. Há leis que regulamentam isso.
Mas por outro lado, o cliente também poderia ter avisado a administração do hipermercado da irregularidade e expor publicamente e falha do repositor do setor, que muito provavelmente arcará com os prejuízos impostos à empresa. Em complemento ao fato, fica latente a intenção de vantagem na colocação da mercadoria vencida em seu carrinho de compras, impossível não ser intencional o ato pelo fato de que é muito comum hoje no Brasil, principalmente entre as mulheres, a verificação da validade de qualquer produto antes de comprar e coincidentemente, a colocação de várias peças do lote vencido de carne, note-se, carne de primeira.
E ainda reclamamos de nossos políticos e empresários desonestos… É Brasil!

#Disse
Carlos Leonardo

 

**** Veja:
                Francês processa empresa porque trabalho era entediante demais

Vamos comentar isso?

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