Bolsa Família está com quem deveria estar?

bfamília2Lendo algumas postagens no Facebook deparo-me com notícias que no mínimo, todo mundo já desconfia, existir. Fraudes na concessão do programa Bolsa Família.
Como quase tudo no Brasil, os mais diversos programas são lançados sob o som de bandinhas, rojões e muitos, mas, muitos discursos laudatórios que projetam muitos políticos como beneméritos e atentos às causas sociais. Meia dúzia de pobres coitados, que recebem umas migalhas em pagamento, é inserida nas festividades a título de exemplo de o quanto aquele programa irá ajudar a sua classe, a sua comunidade.

Depois de encerrada as festividades de inauguração do programa, esses pobres coitados são largados ao “Deus dará”. O programa se ajustará sozinho à situação. Os tais políticos abandonam suas exposições naquele programa, vão procurar outros…
Aí começa o grande problema nacional. Um povo de baixa índole, ditos espertos, não perdem mais essa oportunidade de ganhar dinheiro sem qualquer comprometimento, de aumentar seus rendimentos sem qualquer controle governamental.  Esse processo se avoluma cada vez mais e os objetivos do programa em si, estarão desvirtuados e sem poder atingir um mínimo possível de pessoas realmente necessitadas.

bfamília3Um projeto de objetividade especificamente social, voltado à população carente, ao brasileiro desassistido e perdido nesses rincões brasileiro, estará atendendo a reforço de renda a pessoas de baixa classe salarial.
Antes de se pensar em como está a situação de qualquer projeto atualmente, temos que analisar as suas origens, finalidades e regras de uso. Após conhecidos esses detalhes, temos então que identificar os métodos de controle e gerenciamento do projeto em si. E isso não é feito por aqui.

Há tempos atrás, estava eu sentado à mesa de uma gerente de uma agência bancária, me sentindo muito mal. Não sou afeto a essas coisas, como ex-bancário, detesto exposição em mesa de gerentes, mas tinha que me recadastrar por causa de minha aposentadoria, e estava lá.
Eis que surge por trás de minha cadeira, uma moça de bela aparência, muito bem trajada e muito bem provida de dotes físicos. Com uma voz meiga e singela, sem sequer notar minha presença na tal cadeira, pergunta à gerente com quem deveria falar para obter informações sobre “Seguro Desemprego” e ainda perguntava se deveria ficar parada de trabalhar por três ou seis meses? Como se não bastasse tal absurdo, sacou de sua enorme bolsa, toda brilhante, um cartão do programa “Bolsa Família” e queria saber se poderia receber ali, caso entrasse na fila.
bfamA gerente, totalmente desconfortável, me pediu licença e deu-lhe todas as informações possíveis e a moça foi-se embora, não sei para onde.

Inevitavelmente, comentamos sobre o ocorrido e ela, a gerente, dizia-me que é muito comum, principalmente entre mulheres muito jovens, utilizarem-se fartamente desses programas. Que algumas delas orientavam suas vidas de forma a trabalharem pouco e passarem um longo tempo recebendo benefícios do governo a até o esgotamento da validade.
E aí, fico pensando: – “Como vamos querer mudar esse Brasil?” Nosso sangue é contaminado desde a nascença com o mal da “vantagem em tudo”.

 

#Disse.
Carlos Leonardo

 

 

 

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