Fumar – a delícia de se autodestruir!

tabag2Se existe algo em que eu possa falar com vasto know-how é o vício do fumo. Durante quase quarenta anos fumei de maneira inveterada, nos últimos anos de fumante, consumia normalmente três maços de cigarros longos por dia e isso quando não tomava umas cervejas com amigos. Fiz três tentativas de para de fumar, uma fiquei três meses sem uso de cigarro, na segunda tentativa fiquei parado de fumar por um ano e agora fazem mais de dez anos que não consumo cigarros. Nunca precisei de auxílio de medicamentos ou terapias auxiliadoras, acho tudo isso maneiras indiretas de se ganhar dinheiro, não funcionam.

O que se precisa realmente ter em mente, quando se quer parar de fumar, “é querer parar de fumar”, só isso. Logicamente haverá altos custos e extremos de necessidades, mas a firmeza no desejo de parar de fumar deve superar todas essas dificuldades. O início é dificultoso, fica-se muito irritado, pode haver náuseas, mas à medida que o tempo vai passando e conseguimos aguentar as dificuldades, os problemas vão-se diminuindo de intensidade. Com o decorrer do tempo, o cigarro deixa de ser algo insuportavelmente necessário.

tabag3Não posso e nem vou dizer que jamais voltarei a fumar, mas hoje não tenho qualquer necessidade ou desejo de voltar a fazê-lo; quero sempre pensar assim. Uma vez que o fato de deixar de fumar foi uma opção minha, sem drástica necessidade de fazê-lo, hoje convivo com a maior naturalidade com pessoas que ainda fumam, inclusive fumando junto a mim. O cheiro da fumaça do cigarro não me incomoda e isso me dá a oportunidade de não ser como alguns amigos que parecendo querer se engrandecer, fazem citações e declames em altos brados contra o ato de fumar, como que querendo diminuir a pessoa que fuma. Acho que a vontade de parar de fumar tem de brotar de dentro da pessoa e não é um sermão que o fará iniciar o processo.

Da mesma forma acho que é uma discriminação a existência de “Área de Fumantes” ou pior ainda, ser obrigado a fumar fora do estabelecimento. Acredito que essas ações deveriam ser automáticas pelo fumante, ele por ter uma opção diferente dos demais, deveria o fazer longe das outras pessoas. Mas isso também já é pedir demais para nós brasileiros, não é?
Leiam a matéria abaixo, vale a pena.

#Disse
Carlos Leonardo

tabag1


Tabagismo: um vício silencioso

HCor apoia campanha de conscientização da Organização Mundial da Saúde (OMS) em prol ao controle do fumo e do tabagismo passivo
As altas prevalências de fumantes e a mortalidade decorrente das doenças relacionadas ao cigarro fazem do tabagismo um problema de saúde pública. Estima-se que, em todo o mundo 1,3 bilhão de pessoas são fumantes; destes 20,1 milhões são brasileiros. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os dados são mais assustadores: por ano, quase 6 milhões de pessoas morrem devido ao fumo, sendo que 600 mil são fumantes passivos. Se nada for feito, a previsão é que, a partir de 2030, mais de 8 milhões de pessoas morram anualmente.

Ao longo dos anos, diversas campanhas de conscientização veem sendo realizadas no Brasil e no mundo. Na próxima terça-feira, 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) visa destacar os riscos à saúde e instituir regulamentações eficazes que reduzam o consumo do cigarro. A campanha deste ano apela para a padronização das embalagens de produtos do tabaco e seus derivados. Essa medida propõe a restrição do uso de cores, elementos gráficos e informações promocionais nos maços de cigarros.

A psicóloga Silvia Cury, coordenadora do Programa de Controle do Fumo do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, ressalta que a padronização das embalagens do cigarro pode apresentar uma efetividade importante no controle do tabagismo, uma vez que não chama a atenção do jovem para buscar o cigarro. “Sabe-se o quanto as embalagens chamativas podem levar o jovem a saciar sua curiosidade em conhecer determinado produto, principalmente porque, nos pontos de venda, eles são colocados em pontos estratégicos, como perto de doces, balas, chocolates entre outros. Pesquisas mostram que toda forma de restrição estabelecida para o cigarro ajuda a diminuir sua iniciação e prevalência”, diz.

A dependência
A nicotina é a grande responsável pela dependência. Ela estimula a produção de dopamina e serotonina, causando a sensação de prazer. Poucos segundos após a inalação da fumaça, a nicotina chega ao pulmão e, dele, atinge o sistema circulatório e o cérebro. Em menos de uma hora, o corpo sente a falta desta substância, o que leva o indivíduo a querer fumar ainda mais.

“As mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais”, pontua João Marcos Salge, pneumologista do HCor.

Benefícios de parar de fumar
• Após 20 minutos a pressão e a pulsação já normalizam;
• Em 2 horas já não há mais nicotina circulando no sangue;
• Entre 12 e 24 horas os pulmões já funcionam melhor;
• Após 1 ano o risco de morte por infarto cai pela metade;
• Entre 5 e 10 anos o risco de enfarte será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

Controle do Fumo do HCor
O Programa de Controle do Fumo do HCor mantém uma equipe de psicólogos e médicos de diferentes especialidades que oferece um tratamento com duração de nove sessões individuais distribuídas em três meses de acompanhamento. Ao longo do tratamento, os fumantes são medicados, de acordo com as suas respectivas necessidades, e acompanhados por terapia psicológica com o objetivo de tratar a dependência física e emocional do cigarro.

Informações para Imprensa
Target | Estratégia em Comunicação
Assessoria de Imprensa HCor
Rita Nogueira – rita@targetsp.com.br
Acácia Paes – acacia@targetsp.com.br
Ricardo Costa – ricardo@targetsp.com.br
Tel.: (11) 3063-0477

Fonte:  MAXPRESS

Vamos comentar isso?

%d blogueiros gostam disto: