Previdência Social – Um buracão que nos afeta

rombo1Quem já é aposentado sob o regime de acúmulo de salários sente na pele os efeitos do rombo existente na Previdência Social, quem está por aposentar-se, se vê encurralado e ao mesmo tempo desesperado por conseguir cumprir os constantes aumentos de tempos de serviço em ajustes seguidos para contenção do latente rombo, pelo governo.

Os mais jovens que estão entraram e estão entrando no mercado mais recentemente já não incluem em suas previsões de futuro da atividade exercida, o uso da Previdência Social. Procuram outras formas de subsistência após o encerramento de suas atividades profissionais.

Durante os últimos governos, houve muitos desvios de verbas previdenciárias recolhidas para outros fins, para atender a emergências em outras áreas nada afins. Como sempre, essas verbas vão, atendem às necessidades e nunca mais se falam sobre elas. Elas não retornam nunca mais, formando assim o tão falado rombo previdenciário.

rombo2Inevitavelmente, uma nova tentativa de ajuste tem de ser feita e consequentemente, sofreremos mais consequências. Se por um lado esses ajustes deixam apreensivos os aposentados, o maior receio está nos futuros próximos a aposentar-se. Não há como ficarmos alienados a isso. Pode-se dizer que é bem visto a atitude das Centrais Sindicais que não se opuseram diretamente à ideia de conciliação do governo, ajudarem na formação dessa nova tentativa.

rombo3De uma forma ou de outra, todos seremos afetados, é a consequência de anos e anos de desvios e má administração exercida em uma área tão necessária aos inativos, que de uma forma ou outra, ajudaram a construir essa Nação. Leiam a reportagem abaixo citada da Folha de São Paulo.

#Disse
Carlos Leonardo


O QUE PODE MUDAR NA APOSENTADORIA
Compare regras atuais e as alterações em discussão

Você ainda não atingiu os requisitos para se aposentar

par

Por idade
HOJE
Há uma idade mínima para homens e mulheres
PODE MUDAR
A diferença de idade para homem e mulher deve acabar 
pidade


parPor tempo de contribuição

HOJE
– Não há idade mínima, mas um tempo de contribuição mínimo
– Quem atinge o tempo de mínimo de contribuição (35 anos para homens e 30 para mulheres), mas não o fator 85/95, sofre desconto do fator previdenciário
PODE MUDAR
Todos os trabalhadores podem ser obrigados a atingir uma idade mínima para a aposentadoria 
pcontr


Você já atingiu os requisitos de idade mínima ou tempo de contribuição pelas regras de hoje

Você já pode se aposentar. As mudanças futuras não afetam sua vida

Qual é o valor da aposentadoria?

HOJE
Mínimo – R$ 880 (salário mínimo)
Máximo – R$ 5.189,82
– Quem ganha o piso acompanha o aumento do salário mínimo
– Quem ganha mais que piso recebe apenas a reposição da inflação pelo INPC
PODE MUDAR
– O reajuste da aposentadoria deixa de ser atrelada ao aumento real do salário mínimo
– Outra opção em estudo é alterar a política do salário mínimo. Hoje ele incorpora o crescimento do PIB


 

Centrais querem “refazer as contas” da Previdência e melhorar gestão
ANA PAULA MACHADO – DE SÃO PAULO

As centrais sindicais decidiram não munir o governo com propostas para a reforma da Previdência.Em reunião nesta segunda-feira (30), em São Paulo, Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central chegaram ao consenso de que o melhor para diminuir o rombo no INSS é elevar arrecadação. E é isso que as entidades devem propor na próxima reunião com o governo – que foi adiada desta sexta (3) para o dia 10 de junho.

“O que vamos propor são medidas para melhorar a gestão das contas da Previdência. Não vamos enviar um documento com propostas para a reforma, até porque, já há em curso uma modificação, que é a 85/95”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) vai compilar as propostas e criar um documento único para ser entregue ao governo até o início da próxima semana.

REFAZER AS CONTAS
“Não queremos apresentar propostas para a reforma. Queremos refazer todas as contas da Previdência”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini.
Uma das medidas que devem ser propostas é o fim da cobrança diferenciada para as empresas do agronegócio. Pela Lei de Custeio da Seguridade Social, a agroindústria e o produtor rural pessoa jurídica, contribuem com 2,6% sobre a receita bruta da comercialização da produção.

O setor industrial, por seu lado, recolhe 20% sobre a folha, mais o PIS, Cofins e CSLL (contribuição sobre o lucro) com alíquotas variáveis.
Outras propostas em consenso entre as centrais são a de venda de imóveis inutilizados pelo INSS, a revisão das isenções para as entidades filantrópicas e uma fiscalização mais eficiente das empresas inadimplentes.
“É bom ressaltar que todas essas propostas de melhora na gestão são para o setor privado e não para o setor público. São discussões em separado e não em conjunto, como o governo quer”, disse o secretário da UGT, Natal Leo.

Pelos cálculos do Dieese, o déficit previdenciário do setor público é de R$ 120 bilhões para uma base de 3,5 milhões de pessoas. Já o setor privado gera um déficit de R$ 80 milhões e atende a 28 milhões de segurados.
A Casa Civil confirmou o adiamento da reunião para o dia 10, para que haja mais tempo para avaliar a posição dos sindicalistas.
O governo não quis comentar, porém, a recusa das centrais em enviar propostas para a reforma da Previdência.

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