Caminhando e engordando… O retrato do Brasil!

obesidad1Tenho por hábito de aos sábados de manhã deixar o carro na garagem e caminhar até o centro da cidade, isso dá uns vinte minutos de caminhada, vou até o mercado municipal comprar algumas coisas, na lotérica fazer minha fé, sou esperançoso apesar de tudo, comprar algumas bugigangas necessárias nas lojinhas e depois quando muito cansado, volto de ônibus, tenho a gratuidade da idade, talvez seja a única coisa que usufruo como idoso, acho que já paguei muito ônibus para os meus…

Outra coisa que é minha característica é a observação de pessoas. É-me inata essa característica, não consigo mudar isso. Esse detalhe me leva a precipitar conclusões o que me leva algumas vezes a erros grotescos com relação a alguma pessoa, em outras vezes tenho uma previsão que me antecipa problemas que poderia encontrar. Mas não é nada sobre isso que quero expor. Quero comentar sobre algo que não me concerne a nada, não posso e nem devo fazer nada, é o livre arbítrio de cada um que está em jogo.

obesidad2Caminhando pelas ruas vê-se cada vez mais, pessoas extremamente obesas, extremamente mal vestidas, transpiram falta de higiene. Estou sendo segregacionista? Não, não estou não, estou sendo frio em minha análise, desprovido de qualquer pena ou sentimento de humanidade. Estamos vivendo num mundo Brasil em que é ser humanista fazer vistas grossas às incoerências nos comportamentos e na vida das pessoas. Há algum tempo atrás um “boom” de informações derramaram-se nas cabeças de brasileiros totalmente desinformados e desinteressados em desenvolverem-se intelectualmente. Com a ocorrência desse “boom” vieram boas e más informações, no meio delas veio o modismo americano, que sempre adoramos copiar, de se comer tudo, tudo industrializado, porque a realidade deles é de industrialização alimentícia o que não é no Brasil.

Produtos pobres de todas as qualidades dos alimentos “in natura”, adicionados de conservantes e químicos que não sabemos exatamente para que servem, passaram por modismo serem a fonte de alimentação do brasileiro jovem e é por isso, exatamente por isso é que estão a cada vez mais “bolofofos”.

obesidad3Deu-me uma vontade de sacudir uma mãe pelas orelhas, quando estava no coletivo voltando para casa. Uma jovem senhora, com traços corporais jovens, com uma blusa em vias de rasgar de apertada, barrigas volumosas de fora, por sobre o cós de uma calça apertada, mas tão apertada que se levantasse depressa, partiria, para não ser mais chulo, esbravejava com todos os brados possíveis com sua filhinha, de quatro anos talvez. Como se justificasse perante todo aquele desinteressado povão dentro do coletivo, a estória de vida da pequena e também obesa criança, dizia aos gritos que estava desesperada por que a filha não comia nada, só queria os ditos salgadinhos embalados e Coca Cola. Como se isso fosse culpa da criança.

Perdemos nossas identidades de brasilidade, nossos costumes paternos, nossa história… Pobre de nós!

#Disse
Carlos Leonardo

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