EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA – XI

UNIDADE NACIONAL

“UNIDADE NACIONAL” – temos a destacar a importância de um elemento de união – “A Língua” – embora a diversidade cultural seja acentuada devido às diferentes ondas de povoamento que ocorreram no imenso território, sua unidade foi preservada graças à língua o que facilita a comunicação e entendimento nacional.

I – LÍNGUA – Sua Unidade.

Apesar da grande extensão territorial o Brasil é um país perfeitamente unido e integrado especialmente em relação ao idioma comum falado por todos os brasileiros. Enquanto que em certos países do mundo dentro de um mesmo país se falam mais de um idioma e vários dialetos, no Brasil, de norte a sul os brasileiros usam a mesma linguagem. A língua é um dos meios de transmissão do pensamento humano. Cada povo possui uma língua diferente.

No Brasil fala-se o português. Porém é diferente do português falado em Portugal. Isto acontece devido à influência que a língua portuguesa sofreu especialmente da língua indígena e da africana. No Brasil não há dialetos; porém apresenta regionalismos linguísticos. Em cada região temos diferentes modos de pronunciar as palavras, e inclusive há palavras com significados diferentes para dizer a mesma coisa.

Há também os “estrangeirismos”, ou seja, palavras introduzidas em nosso vocabulário por imigrantes italianos, espanhóis, alemães, japoneses, etc. Porém nem os regionalismos nem os estrangeirismos quebram a unidade linguística nacional.

II – USOS E COSTUMES NACIONAIS – O FOLCLORE

A palavra “folclore” é usada para designar lendas, provérbios, adivinhações e formas poéticas das chamadas classes incultas dos países civilizados; correspondem, portanto, à literatura oral elaborada pelas pessoas do povo.

Os aspectos dominantes do folclore brasileiro são de origem europeia, pois os portugueses constituíram a camada social predominante da população na época colonial. A influência indígena ou negra aumenta ou diminui de acordo com a região, pois durante a colonização em algumas regiões havia o predomínio da população indígena ou do negro, enquanto que o europeu era minoria.

As tradições portuguesas sofreram alteração muito grande porque o Brasil ofereceu um ambiente muito diferente daquele de onde eles vinham: africanos, portugueses e índios, antes da colonização faziam parte de comunidades estruturadas e estáveis.

O encontro das três culturas provocou uma alteração e mesmo perda das tradições folclóricas de cada um dos grupos. Os fragmentos folclóricos que sobreviveram se reorganizaram em novos sistemas, dentro de cada região brasileira. Por isso o folclore brasileiro apresenta grande diversificação regional.

As migrações internas e a influência da Igreja católica influíram na formação do folclore nacional. A Igreja católica influiu inicialmente nas reduções e aldeamentos indígenas. Os missionários criaram autos religiosos com acompanhamento de músicas e danças indígenas. Deram origem a um folclore artificial que acabou se desligando da Igreja e cujos traços ainda persistem em certas danças como no “sairé” da Amazônia e no “cateretê” em São Paulo.

A partir do folclore negro, além do samba e do batuque que sobreviveram como dança de terreiro nas grandes fazendas, surgiram novas danças, cerimônias e representações que deram origem aos maracatus, congos e congadas.

Em toda parte a organização de festas e comemorações periódicas vinculam-se à Igreja que fornece o quadro básico da divisão de tempo, reunindo a população esparsa e oferecendo a oportunidade para o tipo de contato que favorece a transmissão oral, indispensável à elaboração folclórica.

No Brasil o folclore está desaparecendo por toda parte dando lugar ao folclore artificial. Danças e representações dramáticas passam a ser executadas por grupos semi-profissionais ou por amadores com a preocupação de reviver o passado. Suas manifestações mais típicas constituem adaptações locais de elementos próprios da cultura de massa, influenciados pela moda.

III – RELIGIÃO

No Brasil domina a religião católica pois desde o início da colonização os primeiros colégios e os primeiros professores foram subordinados à Igreja católica, através dos padres jesuítas. Porém há liberdade de culto e respeito a todas as outras religiões. Em segundo lugar aparece a Igreja protestante que é cristã como a católica. Hoje há um grande número de ramos dessa Igreja como a Presbiteriana, a Batista, a Metodista, etc. e igrejas evangélicas, além de outras como a Budista, Judaica, Islamita, grega-cismática, mosaismo, etc. Este mosaico religioso vivido no Brasil representa bem a liberdade de expressão de cada pessoa, característica do país.

 

 

martinasanchez Martina Sanchez

Sou paulista, nascida em Piraju. Formação universitária (Geografia e Pedagogia); Escritora. (Literatura infantil e Infanto-juvenil) – pesquisa em Naturismo, Esoterismo e Ciências Avançadas; e Poesias (inéditas). Em busca de novos horizontes espero partilhar conhecimentos, experiências, valores e sonhos por um mundo de Paz, Luz e Fraternidade. O entusiasmo pela novidade nos levou sempre a enfrentar os desafios e nos ensinou que a vida só tem valor se “cultivarmos nosso jardim” com boas realizações.

 


 

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