Entidades Sindicais – Qual benefício?


sindicatoa“Protocolei o projeto que liberta o trabalhador de pagar o Imposto Sindical. Não é justo que você seja obrigado a dar um dia por ano do se seu trabalho para uma organização que você discorda da postura ou que usa o seu dinheiro para apoiar políticos e financiar manifestações artificiais. É justo você pagar se quiser pagar. O que é bom não vive de imposto, vive de doação.” 

Paulo Eduardo Martins


 

Estava de manhã lendo postagens em meu perfil do Facebook e me deparei com o post acima de Paulo Eduardo Lima Martins, jornalista e político brasileiro, atualmente deputado federal pelo Paraná, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira.
Independente da pessoa, que cito por respeito ao feito, o projeto que acho ter poucas chances de passar por razões óbvias, mas que nos coloca “uma pulga atrás da orelha” e nos faz uma pergunta muito perniciosa ao nosso subconsciente.

sindicato2Porque somos obrigados a doar um dia de nosso suado trabalho para custear grupelhos em formato de entidades que nada nos dão em troca? Poderiam alguns mais incautos dizer que adoram e participar dos eventos internos, do futebolzinho de salão, do churrasquinho com amigos, da piscina, do encontro com amigos para “bater papo”… Aí eu me pergunto: “Não seria melhor existir um clube social classista?” – Não ficaria mais barato e não haveria complicações com mistura política?

sindicato3Se pararmos para prestarmos atenção veremos que a finalidade principal de todos os sindicatos, mas todos sem exceção tiveram originalmente a premissa de ajudar e suporte e assistência à classe trabalhadora a ela ligada e não apenas aos sindicalizados. Aí está o erro, aí está a malandragem desse pessoal porque se você não é sindicalizado, por mais que esteja obrigado a doar seu dia de trabalho para esses aproveitadores, você não tem direito a essas regalias do associado sindicalizado.

Vou mais longe ainda, paremos para pensar, o que os tais sindicatos, seus tentáculos e seus treinados sindicalistas nos trazem em benefício? Recebemos deles apenas complicações em negociações salariais, incentivo a negociações agressivas, comprometimento na manutenção de vínculos empregatícios e no relacionamento patrão/empregado. E quase sempre, após uma balbúrdia instalada, como é de costume dos sindicalistas oficiais, os acordos são fixados em bases próximas ao oferecido pelos patrões, coisa que se houve negociação direta, sem a tal pressão de tanto falam, talvez as coisas fossem mais fáceis, menos desgastantes e menos traumáticas.

A pergunta que deve ser feita é: “Para que precisamos dos tais Sindicatos?”

#Disse
Carlos Leonardo

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