Jeitinho brasileiro, pré-escola de corrupção?

jbras1Venho falando sobre isso há algum tempo, e hoje leio uma reportagem que inicialmente me deixou um tanto revoltado com o posicionamento de um entrevistado. A reportagem destaca respostas sobre a assunção de alguém já ter dado “um jeitinho” para resolver alguma situação complicada ou conflituosa.

O que a pesquisa ressalta, é que a maioria dos entrevistados aponta como um “simples favorzinho” o ato de passar na frente dos demais que também aguardam e que isso não representa um ato antiético. Para o responsável para da referida pesquisa, trata-se de que “Estamos vivendo um momento de transformação de valores. Não significa dizer que de uma hora para outra todo mundo vai começar a agir de forma correta”.

Absurdo!

jbras2Tenta-se com este estudo ligar esse vício do brasileiro com os ocorridos nas altas esferas políticas, como justificativa. Como se o povo estive acreditando que se os poderosos podem, também podemos. Isso está errado. Se hoje temos políticos de alto escalão com envolvimentos declarados de corrupção e desvios, envolvidos em intermináveis processos judiciais onde julgamentos são adiados “ad eternum” com a finalidade exclusiva de não haver prisões e delações que possam envolver mais políticos que não estejam sendo alvos no momento, é porque esse gene corrupto está instalado em nossas veias.  Desde a mais tenra idade, somos incitados por nossos pais, pela sociedade a desenvolver cada vez mais esse dote herdado geneticamente.

Por tradição, buscamos quase sempre transferir a outrem as responsabilidades, a nós inerentes, como consolo para um sentimento de culpabilidade que possa eventualmente nos atingir.  Essa ideia de um “um simples favorzinho” é tão destrutiva e cria um clima de revanchismo para os que nos cercam que podem ser comparados ao que nos sentimos ao ver nossos políticos roubando “na cara dura” e chamando-nos de otários sem o menor remorso. jbras3Também eles, como nós, justificam o ato com o apontamento de uma situação igual ou próxima de um antecessor ou preferencialmente um adversário político.
Nada funcionará neste País se este pequeno item não for combatido e para que isso ocorra passarão gerações e gerações de brasileiros mantendo este pensamento combativo.

#Disse
Carlos Leonardo

Links de comentários que corroboram com o tema postado:
Podemos realmente apontar o dedo aos corruptos políticos?
A falácia da corrupção

Fonte/base: Terra.com.br

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