Mais uma fobia à vista? Como se houvessem poucas…

fobia1Há poucos dias atrás li uma reportagem sobre o aparecimento de uma serpente em um vaso sanitário. Coincidentemente, hoje de manhã, li uma reportagem abordando este tema no jornal Folha de São Paulo e me recordei que há vários anos atrás já me aconteceu algo parecido e que levei um susto enorme.

Durante uma madrugada qualquer, minha esposa reclamou que havia um ruído muito estranho no vaso sanitário do WC social. Sob um sono de outras vidas encarnado e os resquícios de algumas cervejas tomadas antes de dormir, lá vai o herói da esposa, o galante cavalheiro capengante atender ao pedido da linda senhora.

fobia2Levanto um pouco a tampa do vaso sanitário com todo cuidado e eis que grita estridentemente em minha cara um enorme cuiara. O bicho se debatia dentro d’água do vaso e não conseguia sair. O herói aqui calça uma luva sintética, dessas cirúrgicas e vamos pegar o bicho. Agarrei-o firmemente seu corpo, por trás das patinhas dianteiras e tentei içá-lo para fora, iria jogá-lo em um terreno baldio próximo de minha casa não gosto de matar nada.

O tal bichinho firmemente agarrado, vira-se e contorce-se e “crac” dá-me de presente uma sonora dentada entre o dedão e o indicador, naquela parte carnuda da mão. Muita dor… O bicho solta-se de minha ensanguentada mão e começa a correr adoidadamente pelo banheiro… Muita dor… E o bicho correndo, minha esposa do lado de fora queria saber o que estava acontecendo… Muita dor… Muito sangue… Meu sangue! Uma sujeira inconcebível. Batidas na porta, – “Que aconteceuuuuu?????”

fobia3Pego o rodo que estava atrás da porta e “pau”! O bicho morreu… E agora? Que pena, que dor, que sujeira… Entra minha esposa e quase desmaia, não sei o porquê… Que dor… E essa luva não sai… Sangue… Muito sangue… E agora o bicho morto… Que desgraça… Era para ser tão simples… Eu iria leva-lo vivo para a mata…

Chega não é?
Leia a reportagem anexa a esta postagem é muito boa, vale a pena.

 

#Disse
Carlos Leonardo

 


 

Aranhas, ratos e cobras: os animais que podem sair pelo vaso sanitário

Da BBC BRASIL

Poucos dias atrás, um homem teve uma experiência bastante desagradável na Tailândia. Enquanto usava a privada em sua casa, ele foi surpreendido por uma serpente píton, que cravou suas presas em seu pênis.
O encontro de Attaporn Boonmakchuay com o animal de três metros de comprimento ocorreu quando ele se preparava para ir para o trabalho. “Senti como se tivessem cortado meu pênis. A serpente se enganchou nele”, disse ao jornal “Bangkok Post”.
A píton havia chegado ao vaso sanitário por meio do encanamento. Mas… será que isso é comum? Que animais podem nos surpreender no banheiro?
As histórias de serpentes se locomovendo por canos domésticos são bem frequentes, explica Geoff Jacobs, diretor do Queensland Wildlife Solutions, empresa de Brisbane, na Austrália, especializada no resgate e reabilitação de animais selvagens.
“As serpentes apenas seguem o rastro dos ratos”, diz Jacobs, que tem mais de 20 anos de experiência neste ramo. “Em todos os lugares do mundo, o ratos entram pelo esgoto, e as serpentes vão atrás deles.” E, assim, chegam até o vaso sanitário.
“Na privada, só há um pequeno volume d’água. As serpentes sobem pelos canos secos e se deparam estes poucos centímetros de líquido, o que não é um grande obstáculo depois que elas aprendem como atravessá-lo”, diz Jacobs.
Por ano, ele recebe ao menos quatro ou cinco telefonemas de pessoas que pedem para retirar serpentes de vasos sanitários. Geralmente, são espécies que costumam viver em árvores.
“É um trabalho terrível”, diz. “Muitas vezes, você tem uma privada que é usada há mais de 30 anos. As pessoas veem a parte que é limpa regularmente, mas o resto nunca foi limpo. Assim, quando é preciso tirar o que está ali dentro, não é nada divertido”, conta o especialista, que sempre leva um desinfetante consigo em trabalhos assim.
“É preciso agarrar a cabeça do animal ou qualquer coisa que seja possível segurar bem forte e puxar.”

DE QUATRO PATAS
Mas, se você vive em um local onde seja raro ver uma serpente, sempre é possível que, em vez deste animal, apareça um rato. “Foi por volta das três, quatro da manhã. Estava na minha cama”, conta Tansy Aked sobre a experiência que teve em sua casa em Londres.
“Escutei ruídos fortes, como se alguém estivesse remexendo na água de uma banheira. Estava ainda meio dormindo e pensei que era uma rã. Fui cambaleando até o banheiro para ver do que se tratava, e não era uma rã, mas um rato na privada.”
Como o assento estava abaixado, o animal não conseguia sair, mas seguia tentando insistentemente. “Baixei a tampa com um golpe e puxei a descarga. Por sorte, ele foi embora”, diz Aked.
E, ainda que o profissional tenha resolvido seu problema, ele disse que mais ratos poderiam aparecer no futuro. “O mais me assusta é que podem surgir justamente no momento em que eu estiver sentada no vaso.”Pela manhã, ela checou embaixo da pia e descobriu que os ratos também haviam passado por ali. Podia ouvi-los nas paredes. Chamou imediatamente um exterminador, que explicou que os animais vieram pelo encanamento.

DE OITO PATAS
Em muitos países, as aranhas também são motivo de preocupação na hora de ir ao banheiro. Jacobs lida principalmente com serpentes, mas afirma que aracnídeos são um problema na Austrália, especialmente a aranha-teia-de-funil, que é muito venenosa.
“Elas conseguem atravessar qualquer coisa. Muitas aranhas podem se locomover embaixo d’água.”
No caso da aranha-teia-de-funil, mesmo que não consigam nadar, elas podem ficar até 30 horas submersas. “Podem usar os pelos de seu abdômen para capturar uma bolha de ar e usá-la para respirar e flutuar”, explica o Museu Australiano em seu site.
Por fim, existe a crença sobre os crocodilos. As histórias de que estes animais vivem nos esgotos de Nova York se popularizaram na década de 1930, mas isso provavelmente não passa de uma lenda urbana.
Na Paris de meados da década de 1980, um crocodilo chegou a ser encontrado no esgoto abaixo da ponte Neuf, a mais antiga sobre o rio Sena na cidade.
Mas, pelo menos até agora, não há registros de um crocodilo que tenha conseguido passar pela curva do vaso sanitário.


Fonte: Folha.Uol/Ciência

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