Morte de um sistema falho

sus1Desde muito criança eu ouço reclamações sobre o sistema assistencial de saúde no Brasil, meus avós já falavam sobre falhas no atendimento. Passaram-se muitos anos, cresci e envelheci e os problemas continuam os mesmos, nosso problema não é estrutural, é intrínseco do brasileiro.

A confluência de problemas como descaso, falta de estrutura, falta de recursos monetários e de pessoal especializado ou não, nos trazem durante todos esses anos um quadro aterrador para muita gente. Gente que precisa em última instância de apoio médico do governo federal. Mas quase sempre têm atendimento postergado por excesso de consultas, por baixa quantidade de atendimento médico causado pela falta deles, principalmente.

Em governos anteriores tentou-se incentivar o aumento do efetivo desses médicos, mas foram infrutíferos os resultados. O estado não tem como arcar com pagamentos reais dos serviços prestados e insistem em trabalhar com tabelas defasadas de valores a pagar à classe e hospitais. As verbas destinadas pelo governo federal dissolvem-se no ar e não chegam ao setor. A consequência disso tudo é o mau atendimento, a perda de vidas em filas de espera para consulta e filas de esperas em hospitais.

sus2A possível solução para o problema no Brasil passa por diversos setores da sociedade e não é com um simples injetar de recursos que se extinguirá a carência no sistema. Haverá de acontecer um reajuste nas tabelas de pagamentos ao setor para que este se torne interessante aos novos integrantes físicos ou jurídicos. Ao mesmo tempo, e pode-se considerar o maior problema a ter sucesso, deverá ocorrer uma mudança no pensamento da população atendente e assessores do sistema na priorização da vida, independente do indivíduo, os atendimentos têm que ser rápidos e igualitários, afinal vidas são vidas.

É inevitável, deverá ocorrer concomitantemente, um desembolso temporário ainda maior por parte do governo federal para reposicionamento do sistema. O sistema em si deve se reestruturar física e sistematicamente para poder dar suporte às pessoas necessitadas que o procurem. É inconcebível que o Estado vire suas costas aos seus necessitados.

 

#Disse
Carlos Leonardo

 

 

 

Fonte: A Folha de São Paulo
Base do raciocínio:
4 em cada 10 pacientes começam a tratar câncer só após prazo legal

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