O rei se arrasta, mas não encosta a cabeça na terra, para não cair a coroa

Poder-se-ia dizer “o roto falando do esfarrapado?”, poder-se-ia sim!

Somos cobrados por não nos posicionarmos em favor do povo venezuelano que está sofrendo, por não tomarmos posição política contundente contra a demagogia oriunda de Caracas, sob as ideias esquerdistas radicais do governo de Maduro. Devemos ter em mente que dissemos ao mundo que não tomaríamos qualquer atitude sem a solicitação do país vizinho.

Estamos agora num impasse porque embora estejamos rastejando na poeira das corrupções declaradas na justiça e quase não tenhamos forças para nos levantar dessa problemática toda, detemos ainda a posse da coroa de Primeiro País da América Latina. Vergonhosamente podemos afirmar que só somos ainda o primeiro por nossas dimensões territoriais, porque de resto, somos um País decadente, nossos números só são maiores que a própria Venezuela que nos pede socorro.

E como faremos isso? Apesar de termos algumas condições políticas e comerciais de exercermos alguma pressão sobre o governo opressor daquele país, nós mesmos ainda não nos livramos definitivamente do risco de nos tornarmos uma futura Venezuela. Há uma forte corrente no País que parece não querer enxergar os riscos da manutenção do governo da Presidente Dilma Rousseff e de seu emparelhamento do estado como está ocorrendo com seu parceiro Maduro, na Venezuela.

Como fazer com um governo interino, que não se afirma como uma nova proposta de governo por ter tomado decisões impensadas e contraditórias de suas propostas iniciais, que começa a deixar de ser visto como uma oportunidade de mudança para o País. Como ajudar nossos irmãos venezuelanos se nem mesmo conseguimos nos ajudar internamente?

Eis o problema. Leia a reportagem anexa, oriunda de A Folha de São Paulo.

 

#Disse
Carlos Leonardo

 


 

Manifestantes protestam contra demora em convocar referendo que revoga mandato de Nicolás Maduro
Manifestantes protestam contra demora em convocar referendo que revoga mandato de Nicolás Maduro

 

Human Rights Watch cobra ação do Brasil sobre crise na Venezuela

PATRÍCIA CAMPOS MELLO – DE SÃO PAULO

O Brasil precisa assumir um papel construtivo na resolução da crise na Venezuela. Esse é o alerta de Kenneth Roth, diretor executivo da ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW). “O novo governo no Brasil tem de reconhecer que precisa adotar uma abordagem mais construtiva na Venezuela”, disse à Folha Roth, em visita a São Paulo.

Segundo ele, o governo Temer representa uma oportunidade para o Brasil ter uma abordagem mais equilibrada e menos ideológica na região. “Mas não tenho certeza de que isso vai se concretizar, porque este governo é bastante sensível em relação a suas origens. Não está claro se vai agir contra a demagogia que está vindo de Caracas.”

“Vemos com bons olhos as iniciativas” que estão em curso, disse Serra, referindo-se às ações de Luis Almagro — secretário geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), que invocou a carta democrática contra a Venezuela.Na segunda-feira (6), em entrevista no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o chanceler José Serra disse que o Brasil não vai assumir um papel de liderança na negociação da crise venezuelana, a não ser que seja requisitado para isso.

Era também uma menção à Argentina, por meio da Unasul, que articulou uma missão de mediação liderada pelo ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e pelos ex-presidentes Martín Torrijos, do Panamá, e Leonel Fernández, da República Dominicana.

Roth aponta que o Brasil precisa pressionar o governo Maduro para que “os direitos da Assembleia Nacional sejam garantidos, o Judiciário seja independente, os presos políticos sejam libertados e a oposição possa falar livremente na mídia ou nas ruas.”

Segundo Roth, Almagro usou a carta democrática para alertar para a gravidade da crise na Venezuela e pressionar “os governos mais poderosos da América Latina a fazer alguma coisa, a intervir na situação”.

Indagado sobre o processo de impeachment no Brasil, o diretor-executivo da HRW afirmou: “Há um processo constitucional sendo supervisionado e acompanhado por um sistema judiciário independente; podem-se questionar as razões de algumas das pessoas que incentivaram o impeachment porque queriam apenas deter a operação Lava Jato, mas há supervisão do STF e não vemos razões para questionar.”

REFUGIADOS

Em relação à crise dos refugiados que tentam entrar na Europa, o ativista afirma que países como o Brasil também deveriam assumir uma maior responsabilidade.

“O Canadá recebeu 25 mil refugiados sírios, e os canadenses reclamaram que não era suficiente. Aumentaram o número de acolhidos para 40 mil. Ah, se houvesse mais ‘Canadás’ no mundo.” 

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