Um desempenho pífio, sentido na pele

desemp1Melhor que análises externas, melhor que opiniões de economistas lúcidos ou não, está o brasileiro trabalhador que luta desesperadamente para manter seu emprego. Sua indústria produz menos por que vende menos e o fantasma do desemprego, ronda-o.

Esse quadro individual é o apresentado em grande escala no País e o reflexo disso e o baixo desempenho industrial brasileiro medido pelo Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Por mais que analistas projetem uma pequena possibilidade de melhora para o ano de 2017 certamente será insuficiente para alavancar uma evolução na produção industrial do Brasil para os próximos anos.

O retrocesso em que vivemos nestes últimos anos na produção industrial brasileira, independentemente dos acontecimentos econômicos que mudaram as estabilidades produtivas no mundo, o Brasil sofreu com um mal que desde sempre nos acompanha, a incapacidade produtiva. desemp2A pobre indústria nacional vive às dependências de leis protecionistas ou subsídios governamentais para que exista sua produção.

Essa situação sofrida pelas empresas tem origem na incompetência administrativa pouco profissional, na cachoeira de impostos e tributação que o governo as impõe. Não é por falta de tentativas de ajustes por parte do governo que o sistema não funciona, mas o maior problema está na extinção ou diminuição da carga tributária imposta e isso só não acontece porque o governo não quer cortar em sua carne para diminuir o alto custo para mover sua máquina.

Leia a reportagem de autoria da Folha de São Paulo que aborda em detalhes numéricos os resultados obtidos e a projeção de possibilidades para o ano que vem.

#Disse
Carlos Leonardo

 


 

Indústria brasileira é lanterna mundial em desempenho

BRUNO VILLAS BÔAS

A indústria brasileira teve o pior desempenho entre os principais países do mundo neste início de ano, mas economistas enxergam sinais de que o pior momento do setor pode ter ficado para trás.
A produção no país encolheu 11,2% de janeiro a março ante o mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado entre 130 países e abaixo da média mundial, que cresceu 2,1%. É o que mostra levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), com dados da Unido, braço das ONU voltado ao desenvolvimento da indústria. Também com desempenhos ruins aparecem Noruega e Rússia, com perda de 6,4% e 3,4% na produção industrial, respectivamente, afetados pela queda do preço do barril de petróleo. O relatório destaca a aceleração da produção na China (7,4%) e o crescimento na Indonésia (3,7%), que se tornou uma das dez maiores produtoras de manufaturas.
A indústria brasileira perdeu competitividade nos últimos anos com o real valorizado, o que incentivou importados. Agora, sofre com a forte queda da demanda, efeito da recessão econômica.

AJUSTE

Mas, depois de dois anos cortando produção e empregos, o setor começa a se reorganizar. Estoques estão menores, e a produção, mais ajustada ao tamanho da demanda do mercado.
“A queda no Brasil foi grande, mas há indícios de que a crise vem perdendo força, sobretudo sob influência de alguma reativação das exportações”, disse Rafael Cagnin, economista do Iedi.
Segundo dados da FGV, 19 segmentos da indústria tinha estoques acima do desejado no terceiro trimestre de 2015. De abril a maio deste ano, nove se normalizaram.

Os produtos mais consumidos no dia a dia das famílias estão entre os que se reorganizaram. É o caso de alimentos, vestuário, farmacêuticos e de produtos de limpeza e perfumaria.
Foi o que aconteceu com a Embelezze, fabricante do subúrbio do Rio de produtos para o cabelo. De dezembro para fevereiro, a duração dos estoques da empresa saltou de 30 para 60 dias.
Segundo Jomar Beltrame, vice-presidente da Embelleze, os últimos meses foram de retomada da demanda. Até porque “as pessoas cuidam da imagem para buscar emprego”. Em maio, os estoques já estavam reajustados. Esse é um indicador importante porque antecede a própria produção. Se os estoques estão altos, a fábrica tende a evitar produzir ainda mais. Se caírem, indica retomada.
Na Roxtec Brasil, de Duque de Caxias (RJ), os estoques continuam acima do desejável após clientes do setor de petróleo suspenderem encomendas. Alguns pedidos, porém, vem sendo retomados.
“Com a mudança na Presidência, houve uma injeção de ânimo. O cliente pede para entregar algo que estava parado”, disse Marcelo Campos, presidente da empresa.
Apesar dos sinais de melhora, uma recuperação efetiva da indústria de transformação segue distante, segundo Marcelo Azevedo, economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
“As perspectivas ainda não são otimistas. Só os setores exportadores veem luz no fim do túnel, por causa do câmbio. A demanda de forma geral continua fraca.”
Os economistas consultados pelo boletim Focus, do BC, esperam queda de 5,9% da produção neste ano e um aumento de 1% em 2017.


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