Ações trabalhistas na Justiça, até onde são justas?

law3Temos que levar em consideração que os diretos trabalhistas devem ser religiosamente pagos e quase sempre o são. É costume no Brasil que as grandes empresas efetuem esses pagamentos com irretocável correção até porque as áreas advocatícias delas o exigem, os custos processuais normalmente são muito maiores que os valores a serem pagos e que quase sempre a Justiça dá ganho de causa ao reclamante.

Existem as exceções com toda certeza, principalmente quando se trata de pequenas e médias empresas, cujos recursos são espremidos e os empregadores têm que tirar de um para pagar outro. Normalmente o que se vê nesses casos é a existência de acordos selados à “Bocca chiusa” para satisfação de ambas as partes. Há uma relação sagrada de cumplicidade de ambos os lados e que deve ser respeitada, por horas próprias.

law1Já naveguei por ambos os lados da estória e conheço bem como elas são feitas, mas há uma parcela razoavelmente grande de contratados que às margens da necessidade de encontrar alguma renda ou alguma comodidade para si e sua família, aceitam a trabalhar sob condições fora de seus direitos e quando saem desse acordo de cavalheiros, imediatamente procuram testemunhas e provas de seus trabalhos exercidos a favor do contratante e o levam sentar às mesas da justiça trabalhista.

law2Da mesma forma que é condenável os contratantes que não cumprem com o pagamento dos acordos firmados formal ou informalmente, e que devem realmente ser levados aos tribunais trabalhistas, é desprezível o contratado que mesmo tendo recebido todas as verbas acordadas após o encerramento do acordo resolvem executar seu ex-contratante, seu ex-patrão. É simplesmente falta de princípios o que essas pessoas têm. Pode-se incluir nessas condições suas testemunhas, porque as leis trabalhistas quando friamente julgadas não aceitam e não enxergam contratos paralelos firmados de comum acordo, consequentemente, os contratantes perdem tudo o que pagaram e têm que pagar novamente, incluindo as verbas indenizatórias pelo não pagamento.

Nós somos o País da aquisição de vantagens extras, sempre que possível, não interessa o lesado.

#Disse
Carlos Leonardo

Artigo base da análise
Demissões impulsionam ações na Justiça

Fonte: Folha de São Paulo


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