Desperdícios, rejeições e má vontade

desperd1Um mal que assola o mundo superpovoado e de poder aquisitivo disforme e injusto é a perda de alimentos por negligências de manuseio e produção. Produz-se muito, mas perde-se muito, e há muita gente passando fome “mundão afora”. Não há muito que se fazer de concreto para sanar esse problema uma vez que ele é nato no ser humano. Só poderá ser mudado este quadro se conseguirmos mudar internamente nossas cabeças e nos convencermos que o que não nos serve, outro necessita. Isso não é religião, é humanidade.

desperd2Desperdício

O que se vê principalmente em feiras livres são frutas e legumes sendo jogados fora por estarem queimados pelo sol, por estarem amassados pelas mãos de compradores que têm a mania de aperta-las sem nem ter a intenção de comprar, pelo desleixo no manuseio de engradados.

Rejeição

É o famoso “olho gordo”, deixam-se de lado espécimes em bom estado de consumo pelo simples olhar em uma mais bonita, mais apresentável, sem defeitos. Esquece-se que em muitos casos, elas serão fatiadas, moídas ou picadas e que no fazer isso, as inconformidades desaparecem.

desperd3Má vontade

Podemos chamar de “má vontade” a disposição de mudança de hábitos. Esforços são feitos para tentar mudar isso, mas os resultados são decepcionantes. Talvez a solução para esses desperdícios todos a nível mundial seja a separação dos produtos agrícolas já na fonte produtora ou nos centros de distribuição. Hoje em dia já se produz profissionalmente e as qualidades que esses produtos agrícolas apresentam são de excelente qualidade, então porque não separar os itens defeituosos ou com problemas de manuseio?

Uma vez separados na fonte, os produtos conformes iriam para o mercado comum e os não conformes deveriam ser direcionados a preços subsidiados à população mais pobre e entidades assistenciais e parte distribuída pelo governo à população carente e incapaz.

 

 

#Disse
Carlos Leonardo

 

 

Artigo base da análise
Até metade dos alimentos produzidos no mundo acaba no lixo, diz ONU

 

Fonte: Folha.Uol

 

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