“Jogos de Azar” – serão mesmo de azar?

jazar4Um tema polêmico e de definição nada fácil. Carregando o estigma de uma lei de 1946 pelo decreto presidencial de número 9.215. Uma lei que na época era considerada primordial diante dos conceitos em voga, hoje, diante de tantas mudanças no comportamento do brasileiro, poder-se-ia dizer, desatualizada.

Ante a cicatriz imposta pelas requintadas castas sociais, os jogos de azar são hoje em dia no mínimo um assunto contraditório em quaisquer ambientes de discussão. Vamos pensar…

  • jazar1Afetando a Renda

Se por lado, alguns setores da sociedade acham que o jogo em si é um fator desagregador da família pelo fato de retirar as parcas rendas disponíveis nela, o mesmo acontece com os jogos ditos legalizados e que não sofrem qualquer imposição pela sociedade.

  • Religiosidade

Num país eminentemente cristão, a ideia de jogos está diretamente relacionada ao demônio. A visão religiosa, principalmente a católica, com seus princípios arcaicos inseriu na população mais simples a ideia de que os jogos trazem discórdia familiar e perda de recursos familiares. Realmente, não há como dissimular o fato de que muitas pessoas se entregam às jogatinas e destroem suas vidas e suas famílias, porém temos que admitir que foram escolhas próprias e não demoníacas.

  • jazar2Legalidade

Este fator talvez seja o mais contestado e com muita razão. Jogos de azar, como são chamados os ilegais, são tão jogos como os efetivamente legalizados. A clandestinidade dá essa conotação de vício ao costume dessas jogatinas, o que não é referendada aos tais jogos legalizados. Eles são tão letais e destrutivos como os jogos admitidos pelo governo federal e só são ilegais por não recolherem ao fisco parte dos valores arrecadados da sociedade.

  • jazar3Contravenção

Porque não são admitidos pelo governo, por sua não participação nas quotas arrecadadas, incompreensivelmente estão sujeitas às penas da lei quem os manipula ou participa. As justificativas de lavagem de dinheiro, de envolvimento com tráfico, de práticas subversivas e outras tantas acusações, são perfeitamente aplicáveis a qualquer tipo de jogatina, inclusive as oficiais e legais no Brasil.

A meu ver, não há uma justificativa plausível para defesa ou ataque à existência de jogos abertos no País, em nada mudará o dia a dia do brasileiro, até as defesas de que criarão novos empregos no País, ela é falsa, que haverá roubalheira e que pessoas ficarão paupérrimas em função de jogos de azar, não é verdadeira porque jogos são opcionais, a compulsão é que pode destruir. Até aí há o livre arbítrio.00

#Disse
Carlos Leonardo

Reportagem tema:
Legalização de jogos de azar ainda divide opiniões

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