Quem tem menos, doa mais…

ajuda1Esse título é um velho adágio de origem católica, ele supervaloriza a humildade e a pobreza com desapego aos bens terrenos, como todo ensinamento da religião em si.

Se olharmos com olhos arbitrários, poderemos facilmente visualizar o quanto os menos favorecidos na vida conseguem achar condições de ajudar seus semelhantes, sem despojamentos ou cobranças. É incrível como eles descobrem maneiras e maneiras de fazer isso, com a maior simplicidade. As coisas parecem ser muito fáceis para eles, não há impedimento, não há sofrimento, não há peso social.

O universo dessa gente é tão pequeno e o seu futuro é tão incerto que não lhes dá direito a acreditar em algo maior, então, ajudar alguém num infortúnio é como se somasse mais pontos a receber de um Deus misericordioso, simples assim. ajuda2Esse é o resultado do recebimento de informações massificantes por gerações e gerações de uma cultura enraizada em bases religiosas. Isso o faz ser a cada vez mais benemérito, sem necessidade alguma de valorização ou visualização pela sociedade.

Nas altas castas da sociedade, esses acontecimentos de relacionamento com referência a ajuda, a solidariedade é vista por outro ângulo e quase sempre a tarefa dura é direcionada a alguns elementos com tendências mais altruístas. Não podemos julga-los uma vez que a realidade dessas pessoas são totalmente contraditórias às das classes menos favorecidas. ajuda3Eles têm um futuro a criar, a gerir e por isso não podem se comprometer a ajudar, não podem dispor de recursos que poderão lhes vir faltar num futuro próximo, não podem assumir o acolhimento por este influenciar em seu dia a dia diferente ao dessas pessoas.

Cada segmento da sociedade tem suas características próprias e não podem ser comparadas entre si. Os envolvimentos e as consequências também são diferentes, ainda mais se tratando de relacionamento de países e seus povos. Não adiantam sociedades de Direitos Humanos reivindicarem atendimentos igualitários para os problemas mundiais. As características de cada país devem ser respeitadas, há muito envolvido nas respostas dadas as solicitações de ajuda mútua.

#Disse
Carlos Leonardo

Artigo base da análise
Países pobres abrigam 50% dos refugiados; ricos, 9%

Fonte: terra.com.br


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