Um quadro feio… Um retrato assustador, um futuro indefinido! – 2

obes1Dando continuidade ao tema “feio”, lembro-me que há muito tempo atrás, talvez uns trinta anos, li uma reportagem na antiga revista americana “Reader’s Digest”, hoje em dia conhecida como “Seleções”, em que exaltava a premente necessidade de se criar um mecanismo controlador para a epidemia de obesidade do povo americano.

obes2Depois de muitos estudos, pesquisas e análises, chegavam à conclusão de que o fator desencadeador da crescente obesidade da população se dava em função de os mesmos deixarem de consumir alimentos naturais. Há algum tempo atrás, as mídias radiofônicas e jornalísticas tinham divulgado massivamente o uso desenfreado de açúcar e sal e agora com a mídia mais reforçada e modernizada, convenciam à dona de casa cada vez mais a usar os produtos industrializados.

obes3O modernismo e as facilidades no uso de embutidos e enlatados produzidos pela indústria em constante crescimento deixa a dona de casa preguiçosa e mal acostumada, consequentemente seus filhos também o serão. Aparecem os problemas constantes de saúde, o desânimo, as gorduras… Ah, as gordurinhas, eterno problema para as damas, que lutam e lutam para perdê-las, não sabem e não querem nem saber que o problema está nas latinhas de etiquetas maravilhosas, nos saquinhos que nos brilham aos olhos…

obes4E o resultado disso tudo são aqueles malfadados pneuzinhos, pneuzinhos, não! Câmaras! Câmaras de pneu de caminhão que carregamos escorregando por sobre os farrapos com etiquetas chiques que usamos e chamamos de roupa. Quase trinta anos após os americanos estarem preocupados com a situação da obesidade, nós estamos vivendo a presença dela, sem estarmos preocupados com isso. Reclamamos do abrasivo calor, do suor escorrendo em nossas dobras cada vez maiores, parece que estamos derretendo. E literalmente, estamos! Mas não o suficiente para nos tornamos elegantes novamente, apenas derretemos e recolocamos as gorduras, sais e açúcares perdidos tudo novamente.

#Disse
Carlos Leonardo ٧٨

 

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