Décadas de amor – uma realidade quase impossível

amor1Para fugir um pouco dos problemas políticos brasileiros, resolvi ler uns artigos publicados na net sobre assuntos bem diversificados. Dentre vários artigos, deparei-me com esses dois que contavam estórias de vida totalmente diferentes entre si, mas que convergiam a um só ponto, o “amor”. Sobre esse assunto não conseguir opinar, somente farei perguntas e mais perguntas…

Afinal, o que vem a ser o “amor”? Seria talvez demonstrações daquele afã que destrói tudo o que se apresentar contra sua existência, tão comum nos jovens apaixonados? Acredito serem irreais, não conseguem enxergar o mundo que os cerca, vivem “no mundo lua”. O mundo contempla somente os dois e mais nada, por isso é uma realidade inexistente.

amor2Seria talvez aquele conceito de “porto seguro”, aquele lugar onde conseguimos nos relaxar, conseguimos nos sentir realmente seguros, amparados? Também não acredito ser esta ideia a certa, uma vez que ela é muito egoísta, vê somente o seu ponto de vista e não considera o outro.

A saudade imposta pela distância e a necessidade de retorno para junto, seria isso? Poder-se-ia dizer que isso é dependência e é possível que realmente o seja, talvez esta seja a pior definição para “amor”.

As coisas começam a se tornar mais concretas quando nos deparamos velando pelo sono da pessoa amada (?), é um sentimento arrebatador e sem definição. Perdemo-nos num mar de nada, nossa mente parece se desligar de tudo, o tempo passa e não tomamos conta do que está acontecendo. Só conseguimos ficar olhando para as expressões faciais, pelo pulsar de suas veias e o arfar de sua respiração.

amor3Com o decorrer dos anos vividos juntos, colecionamos muitas horas, dias de brigas ou discussões quase insuperáveis e quando conseguimos, expõe nossos erros, denuncia nossos segredos mais escondidos, mostra nossas reações a situações inesperadas, publica nossos medos. Mas, se por um lado ficamos fragilizados perante o outro, com muitas dificuldades conseguimos admitir a ajuda para solucionar nossos problemas, que normalmente não conseguiríamos fazer sozinhos.

Mas o mais sublime e mais gostoso de sentir é quando nos descobrimos diminuindo-nos para poder elevar seu parceiro/parceira. É algo acima de qualquer análise, ao mesmo tempo em que deixamos de lado nosso ego, procuramos fazer crescer e projetamos com força cada vez maior a imagem do(a) outro(a). Seria isso “amor”?

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

Artigo base da análise
Casal de MG celebra seis décadas de amor com fotos onde se conheceram
Após 40 anos separados, casal se reencontra e cruza país de Kombi

Fonte: g1.globo.com

 

 


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