“Biogênese da Maldade” nas manifestações?

[…] o estado natural do homem é a guerra uma vez que não existe um governo que estabeleça ordem. Nesse sentido, sendo todos os homens iguais em seu egoísmo, a ação de um só encontra limite pela força do outro – o homem é o lobo do próprio homem e é por isso que abrimos mão de parte de nossas liberdades para que possamos ter um governo que nos ajude sobreviver a nós mesmos (O Leviatã, Hobbes Thomas 1587-1666).

manifest1A aceitação
Inicialmente nos deparamos com um sentimento de repulsa ao quadro terrorista em nossa frente e procuramos nos proteger dos efeitos e das responsabilidades das causas. Apesar de estarmos envolvidos diretamente ao ror de manifestantes e em meio aos elementos agressivos que só têm interesse em destruir, eles sentem prazer nisso, procuramos fazer de conta que nada disso à nossa volta é real, escondemo-nos num estado de fuga.

A falta de punição e a aceitação
Passeatas e mais passeatas, manifestações e mais manifestações acontecendo a cada dia e destruição, painéis quebrados, portas arrebentadas, fogo, muito fogo, fogo em lixo arrastados ao meio da rua, fogo em veículos particulares ou militares, o que estiver à frente. E nossa participação nessa balbúrdia toda está registrada, por mais que nos escondamos longe das câmeras, dos holofotes, estamos lá. Não somos participantes diretos da destruição que este grupo proporciona, mas estamos lá. manifest3Como não há qualquer sansão de responsabilização pelos atos anarquistas que acompanhamos anteriormente, uma sensação de impunidade, de não culpabilidade pela sociedade nos locupleta, deixa-nos com um sentimento de paz, de não haver nada acontecido.

O volume da destruição
A cada vez que mais nos sentimos incluídos nesses eventos e nos sentimos bem em ali estar, estamos dando vazão a sentimentos reprimidos dentro de nós. À medida que esses sentimos se afloram, vamos-nos tornando cada vez mais agressivos em nossas atitudes, vamos aceitando cada vez mais níveis maiores de agressividades e de destruição, passam a serem normais para nós. Estamos soltando o lobo que habita em nosso íntimo. Essa má força interna que nos transborda pode chegar a graus altíssimos de crueldade, de transgressão a leis naturais da humanidade e também a dos homens, e estaremos ainda assim achando a situação como normal. Poderemos chegar, no ápice da libertação dessas forças, ao cúmulo de não respeito ao ser, ao ser humano. As vidas tornar-se-ão insustentáveis e desprezíveis ao ponto de acharmos sem valor algum para existir. manifest4Só nossa vida isoladamente é que é valorizada por nós, o resto não conta, não tem valor. As consequências são drásticas, os resultados são estarrecedores, mas tudo estará sendo visto como normal…

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

 

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