“Disculpa aê, tchiozinho”

disculp1Quantos já ouviram isso? Acredito que muita gente. Uma frase que se tornou um chavão nacional tem muita coisa ruim oculta atrás dela. Estão embutidas consequências de má formação educacional, de má formação escolar, de más companhias, desrespeitos, desinteresses e drogas em todas as variedades possíveis.

Nas cidades grandes, essa triste realidade é acrescida do abandono pelos poderes autárquicos ditos competentes. Nossa reação diante de um garotão imenso que nos aborda, imediatamente é de medo, é de se sentir despreparado para resolver a situação. disculp2Todos falam assim e isso é um fato complicador para nós mais velhos, nunca sabemos o que esperar na continuidade da abordagem. Pode ser um simples garoto desculpando-se por algo que fez ou até um ato agressivo praticado também por um simples garoto.

O incremento na quantidade de gírias no linguajar dos jovens, gírias que podem ter sentido de muitas coisas diferentes entre si, complica quem não é afeto a esses maneirismos modernos. Torna-se o problema maior, o fato de não distinguirmos ou identificarmos o que realmente estão querendo nos dizer. Podemos nos considerar reféns de um linguajar mutante da língua portuguesa.

disculp3Podemos esperar qualquer coisa em complemento à frase dita, porque não conseguimos identificar a qualidade de educação que esse indivíduo possa ter, sua escolaridade, mesmo em detrimento ao baixo nível educacional no País. Suas vestimentas não identificam sua classe social, como se ela fosse um padrão, vestem-se de maneira desleixada, por mais que apresentem etiquetas de moda cara. Normalmente andam em bandos e isso complica-nos ainda mais a identificação do interlocutor.

As influências vindas dos arredores das cidades são fatores complicativos à pobre educação familiar hoje recebida, quase sempre má, nivelam os jovens a uma vida de desrespeito aos mais velhos, às entidades, aos patrimônios públicos e privados. Há um completo desconhecimento ou na melhor das hipóteses uma má formação escolar, convergindo em grandes dificuldades nos conhecimentos básicos de história, matemática e na sua língua-pátria. Isso para não entrarmos no detalhe do extensivo uso de drogas. “É nóis!” Ave, está difícil.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

 

 


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