Um grande depósito chamado: Corpo Humano

food_intake1Não sei quanto a você que me lê, mas às vezes me pego tristemente pensando em o quanto desprezo meu corpo. Não sou e não posso ser considerado um adepto de ideais macrobióticos e regimes controladores do que se pode ou deve-se comer, longe de mim isso. Acho que quando se chega à velhice, também chega-se a conclusão de as coisas que mais valeram na vida isoladamente foram as que bebemos e as que comemos, eles nos deram muita satisfação física, instantes de puro prazer. Não carecemos compartilhar com ninguém esses momentos, eles são exclusivamente, nossos.

food_intake2Mas para que estes instantes sejam bons para nós, costumamos atravessar o “bom senso” e fazer loucuras que nos custarão caros num futuro não muito distante. Quem não se lembra de pequenos e desprezíveis conselhos dados por avós e outras pessoas mais idosas que diziam não coma isso com… Não beba isso após… Nunca demos a menor importância para essas coisas, porque normalmente elas eram muito, mais muito gostosas e prazerosas de se fazer.

A modernidade chegou a nossas vidas, as indústrias alimentícias nos facilitaram em muito nosso modo de viver. Feijões já vêm prontos e enlatados, carnes das espécies mais desconhecidas em sua origem são enlatados ou acondicionados “a vácuo”, peixes congelados ou enlatados, tudo para nos facilitar a vida. Nossa atribulada vida que não nos deixa instante sequer para um relaxamento, para um deglutir substancioso e prazeroso, tudo se faz “às pressas”.

food_intake3E os doces então, há os doces, esses sim sempre foram a “menina dos olhos” da indústria alimentícia, eles são cativantes desde a mais tenra idade, viciam e fazem com que se carreguem durante a vida toda, o prazer de comê-los.

Conservantes e mais conservantes são injetados nos produtos para sua durabilidade e conservação. Químicos e mais químicos são misturados aos alimentos desde a sua plantação até a industrialização final para o consumidor que os armazenará indefinidamente em seu corpo. food_intake4Esses químicos nem sempre são expelidos pelo corpo humano e o resultado será necessariamente a corrida desenfreada para os recursos medicamentosos.

Aí inicia-se a etapa final do processo de envenenamento, porque a maioria dos medicamentos a que nos submetemos, também são químicos que curam a doença, mas acarretam comprometimentos de outras áreas do corpo, deixam sequelas. Não sou em nada ligado a religiões, mas alguns conceitos religiosos nos dizem que o “templo da vida” é o nosso próprio corpo e que aí uma centelha de Deus, habita; dizem também que “como poderemos amar o próximo se não nos amamos?” Diariamente damos prova de que não nos amamos, não respeitamos nossa entidade, “Eu”, esquecemo-nos de nos cultuar de nos respeitar, de procurarmos dar o melhor para nós mesmos.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 


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