Um tributo à barbárie humana

onze1Onze de setembro de dois mil e um. A data que jamais será esquecida pela humanidade, uma demonstração gigantesca da maldade embutida em nós humanos.

Muitos foram e são retratos pintados a sangue, retratos que expõem em todos os tons a negritude da mente humana, a maldade que se faz explodir em sacrifícios de vidas que não têm contato com essa mentalidade, que não esperam pelo acontecimento, que deixam outras vidas em desamparo e desespero.

Onze de setembro de dois mil e um. Independentemente das razões e dos motivos que levaram a essa barbárie, a esse holocausto, para quem admite a ideia, o que se acumulou de carma para a humanidade é algo incomensurável. Dor física, dor na alma, destruição.

Pego-me à vezes pensando, como se sentem os organizadores e executores dessas catástrofes após o fato ter ocorrido, vendo responsável por tantas lamentações, por tantas lágrimas derramadas, por tantos lares destruídos, por tantas vidas ceifadas.

FILE - In this Sept. 11, 2001 file photo, people covered in dust walk over debris near the World Trade Center in New York. (AP Photo/Gulnara Samoilova)
In this Sept. 11, 2001 file photo, people covered in dust walk over debris near the World Trade Center in New York. (AP Photo/Gulnara Samoilova)

É quase impossível que o peso disso tudo não lhe caia aos ombros, que a consciência não lhes pesem, que o sentimento de tristeza não lhes abata. Que a sensação de arrependimento não lhes toque.

Onze de setembro de dois mil e um. Só sobrou um vazio no local, uma praça vazia, um monumento frio que não consegue representar a dor e o desespero, a má aura que habitou e habita esse local. O verdadeiro monumento existente é a sensação de pedido de socorro que deve pairar no ar. Socorro de almas em busca de paz, pedidos de socorro por espectros que se encontram desesperados e perdidos pelo desligamento súbito.

A história nos retrata relatos até mais desesperadores, mas continuamos e continuamos a nos destruir, a destruir nossos irmãos, nossa raça. Trazemos dentro de nós, aprisionado, um sentimento destrutivo muito grande, que quando se aflora, os resultados são incalculáveis, são apenas demonstrações do caos… Nossa pobre raça humana tende a desaparecer da face da Terra, não por acontecimentos catastróficos externos, mas por nós mesmos.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

 


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