Quando cérebro prejudica a razão

greveb1Nunca fui a favor de movimentos grevistas enquanto estava na ativa, imagina hoje em dia. Por envolvimento de amizade, participei de um evento de greve em frente a uma agência bancária em que trabalhava, foi tão desgastante e deprimente, que jurei a mim mesmo, nunca mais participar e nem demonstrar afinidade com essa ideia. Sempre tive em mente que, se um lugar ou ação não esteja a contento, devo mudar-me, ir para outros ares, ninguém é obrigado a pagar o ônus de meu descontentamento. greveb2Se não estiver bom, “pego meu boné e tchau!”.

Motivado pela forte influência de ideologias de esquerdas, há muito tempo, o brasileiro tem uma tendência natural a ser contra os patrões como se estes fossem “a maldade em pessoa” que está quase sempre presente em nossa vida. Não paramos em instante algum para pensar que é da cessão dessa pessoa que retiramos o sustento de nossas famílias, se nosso patrão resolver desistir de produzir algo, somos nós quem perde o emprego, somos nós que teremos de correr para encontrar uma nova “a maldade em pessoa” para que, novamente, possamos reclamar. Em suma, vivemos para choramingar e nos contentarmos com eternas lamúrias.

greveb3Exemplo típico dessa situação é o caso dos bancários, vejamos, não ganham tão mal assim se levarmos em consideração o nível de escolaridade necessário para exercer tal cargo. A competitividade dentro da própria classe é algo insignificante e nem de longe se compara ao mercado de trabalho da indústria ou comércio. Por mais que seja uma profissão desgastante mentalmente, não se compara aos diversos serviços braçais tão comuns Brasil afora e nem mesmo a algumas outras áreas administrativas.

Um agravante muito presente nesse segmento é a livre influência sindical e seus adeptos políticos de esquerda, cujas características maiores são a transferência de culpabilidade sobre qualquer coisa, a terceiros e o constante descontentamento para com as classes patronais. Culturalmente, estamos sempre preocupados com os ganhos de nossos superiores e nos esquecemos de produzir mais, para ganharmos mais. Por tradição, nossas necessidades de momento, não se medem e nem se comparam a outros tempos, muito menos às necessidades dos outros, cada um que se vire. Não importa que se para atender-nos, tenhamos que prejudicar terceiros. Essa pode ser considerada a tradução dessa tão famigerada e inconsequenteGreve dos Bancários”.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Bancários de 13 estados mais o DF decidem encerrar a greve

Fonte: Globo.com

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