Por que descartar, que tal consertar?

consertadores1A ideia deste tema nasceu de um curto filme, desses tão comuns no Facebook. Ele tratava exatamente desse assunto e me fez relembrar algumas coisas que era tão comum em minha época de jovem e hoje não existem mais, ao menos nas grandes cidades.

Antigamente não desprezávamos nada, usávamos-a até a exaustão, até seu completo fim, até se tornar irrecuperável. Existiam especialistas em reparos para tudo, desde os mais simples instrumentos de trabalho até os eletroeletrônicos que não eram tão evoluídos como hoje em dia.consertadores2

Por tradição e pelas dificuldades de compra e até de posses monetárias, trocávamos o solado de nossos sapatos muitas vezes, até seu couro estilhaçar. Era algo muito bonito de se ver um sapateiro especializado em consertos a trabalharem os diversos tipos de couros para confecção de sapatos. Não havia os sapatos macios de hoje em dia, não haviam os fabricados em tecidos resistentes e solados emborrachados, os famosos tênis e mocassins, eram duros e pesados.

consertadores3As rudes máquinas não eram tão comuns e não existia utilidade em lares, eram de uso exclusivo nas indústrias e requeriam um pessoal muito especializado para seus dificultosos reparos. Difundia-se também o uso dos famosos rádios à válvula, funcionavam numa faixa de transmissão chamada “Amplitude Modulada”, a famosa AM. Ouvia-se mais barulho que música ou o próprio radialista, era uma faixa muito próxima das vibrações de energia elétrica e motores, a própria energia elétrica que o alimentava criava-lhe o barulho. Seus “consertadores” eram obrigados a conhecerem profundamente as teorias radiotécnicas que eram capazes de montarem seus próprios rádios para vender, concorrendo assim com as grandes montadoras.

consertadores4Hoje, como temos mania de copiar tudo o que ocorre no mundo, trouxemos também o costume de jogar fora tudo o que para ou estraga, para comprarmos um “novinho em folha”. Quase que eliminamos por completos os “consertadores” com esse costume, porém, lá fora o poder de compra é infinitamente maior e mais justo, que possibilita esses incentivados luxos consumistas. Esquecemos nós que comprometemos nossa parca renda, para manter esse modismo. Não temos renda para isso e não temos mais os tais “consertadores”.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

 


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