Para variar, na contramão…

Sinceramente gostaria de descobrir quem é que aprecia paredes rabiscadas com desenhos pré-neolíticos, coloridos como se fosse festivais gays, sem definição de temas, muito menos de razão para tudo isso. Nunca, mas nunca vi mesmo alguém parado em frente a uma parede que derrama cores de tintas escorridas e ficasse admirado, aplaudindo o autor da arte. Acredito que nem o autor volta outro dia para admirar sua obra.

O que sobra é um quadro deprimente, de expressão abstrata, de um amontoado de cores desconexas, de uma primariedade massacrante. Deveríamos coibir esse tipo de cultura, mas aceitamos convencidos de se trata de expressão artística que não compreendemos e que simplesmente representa a impetuosidade juvenil. Mas daí incentivar idosos a participarem dessa loucura, é realmente uma loucura!

Somos totalmente a favor de que se incentivem idosos a novas atividades até então desconhecidas para eles. Existem muitas atividades mais indicadas às idades avançadas, coisas mais condizentes ao que representa a figura de um ancião, uma anciã; normalmente símbolos de sabedoria e de vivência.

Relata a reportagem base dessa opinião que uma anciã portuguesa se empolgou tanto com a ideia de grafitagem que saiu pintando paredes pela cidade portuguesa e foi presa. É possível se imaginar um quadro desses? Para onde foi a respeitabilidade por essa pessoa, seus conceitos de experiência dissolveram-se e deram lugar a irresponsabilidade  digna dos jovens, jovens desorientados. Não é possível que alguém ache normal um acontecimento desses.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base do comentário
Projeto realiza oficinas que ensinam idosos a grafitar pelas ruas de Lisboa

Fonte:   Folha.uol.com.br


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