Adivinha aonde vai dar isso…

Como lembranças não são nosso forte, não sei se vai se lembrar a origem das famosas “bandeiras tarifárias” que de uma hora para outra tomaram conta de nossas contas de energia elétrica. Veja esse excerto abaixo:

O Sistema das Bandeiras Tarifárias está em vigor em todo o país desde o dia 1º de janeiro de 2015, e por este motivo, as distribuidoras de energia passam a divulgar, mensalmente, na conta de energia dos consumidores, a bandeira tarifária em vigor. O Sistema de Bandeiras Tarifárias foi instituído pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na resolução nº. 547, de maio de 2013, e desde então, sua metodologia foi apresentada nas contas de energia em regime de teste, até o final de 2014. As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, mas geralmente passa despercebido. Atualmente, os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das tarifas dessas distribuidoras e são repassados aos consumidores um ano depois de ocorridos, quando a tarifa reajustada passa a valer. Com as bandeiras, haverá a sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor, com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.
Como funciona?
​Mensalmente, a Aneel divulga ao mercado a bandeira tarifária em vigor para cada região do País, com base em informações do ONS ​(Operador Nacional do Sistema Elétrico). As distribuidoras, por sua vez, informam aos consumidores a bandeira tarifária na conta de energia. A partir de 01/02/2016, o Sistema de Bandeiras Tarifárias passa a ser composto por quatro bandeiras: verde, amarela e dois níveis de bandeira vermelha.

Pois é, nada a ver com isso, está uma nova bomba pairando sobre nossas cabeças. A reportagem abaixo relatada pelo site da Rádio Jovem Pan dá conta de um novo montante que o governo está devendo às fatídicas empresas transmissoras de energia, que por serem empresas tão patrióticas, estão cobrando só os encargos devidos acrescidos da variação do IPCA mais atualizada possível. Isso graças a acordo firmado com a ANEEL que é a gestora do produto, isto é, a responsável pela bagunça toda.

Os juros serão pagos em oito anos, em parcelas iguais, que serão remuneradas, além do principal. Nesse estado em que se encontram as verbas governamentais sobrando, como é de conhecimento público, adivinhe quem vai acabar pagando novamente a incompetência administrativa dos governos anteriores? Ainda bem que as contas de energia elétrica estão algo em torno de dois por cento mais baratas nestes meses, não é?

#Disse
Carlos Leonardo ٨٧

Reportagem base na opinião:
Aneel: indenizações às transmissoras somam R$ 62,2 bi e serão pagas em 8 anos
Fonte: Jovem Pan

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