O esquecimento, nossa maior tática

No Brasil, esquecimento deixou a muito de ser uma anomalia cerebral, considerado, usado e abusado largamente principalmente pelas classes políticas que a utilizam para escaparem de “saias justas” criadas pelo não cumprimento de promessas e posicionamentos. Isto num tom ameno de culpabilidade, muitas vezes esse artifício é levado às vias de fato com comprometimentos político-jurídicos.

Classe suja é essa dos políticos, não é? Se fosse assim tão fácil definir, resolveria-se com a maior facilidade um dos maiores problemas brasileiros. Quem já não ouviu direta ou indiretamente a famosa frase: – “Acho que já te paguei, não paguei?”, isso é um exemplo típico da utilização fraudulenta do ato de esquecer-se de algo. Isso é muito comum em todos os níveis da sociedade. Tornou-se tão corriqueiro que já nem notamos mais sua presença, achamos até engraçado a utilização de apelos ao esquecimento.

Da mesma forma que somos prejudicados pelos constantes e ocultos esquecimentos dos políticos, também o somos por nossa própria causa, fatos marcantes de erros políticos, necessidades declaradas da população são total e intencionalmente legadas a segundo plano num primeiro momento e depois totalmente esquecidas porque sabem os políticos que o povo, passado algum tempo, não se lembrará mais de nada, em meio a avalanche problemas que derramam sobre a população.

E assim vamos levando a vida levando bordoadas e esquecendo, em seguida, levamos mais bordoadas e esquecemos…

#Disse
Carlos Leonardo ٨٧

Para você, um “Convite à Prosa…
“Não acha que esquecendo sempre, nunca chegaremos a lugar algum?”


 

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