Se eu estivesse doente, meu Deus, que faria?

Aonde irá o nível de irresponsabilidade do povo deste País? A profissão mais nobre já existente, que já foi considerada como exercida por seres de origem divina, está tentando sobreviver com elementos de seu meio que não têm a menor noção do trato de enfermidades.

Dentro em breve, como poderemos depositar nossos entes queridos em enfermidade nas mãos incompetentes que desfilam jalecos brancos com tanta altivez e superioridade como se um manto real fosse? Para complicar mais ainda a situação, em meio a tanta empáfia e soberba, um monstruoso desconhecimento dos procedimentos necessários à manutenção e ao salvamento de vidas humanas.

Há algum tempo atrás, comentávamos por aqui mesmo algo que era a “bomba” na mídia, universitários bêbados, seminus, quando não nus faziam algazarras em campus em suas festividades sodomizadas. Ficámos de “cabelos em pé” com o que víamos e predizíamos um futuro nada promissor a esses futuros formandos.

Tristemente estamos em meio à realidade profetizada, ainda com o agravante de que os exemplos são da área da medicina. Cruzamos a curva da aceitabilidade e do risco conhecido de existência de médicos incompetentes e desconhecedores de suas obrigações éticas e médicas. Veja o quadro evolutivo do problema:

Histórico do exame

  • 2012 – 2.411 participantes – 54,5 % de reprovação
  • 2013 – 2.843 participantes – 59,2% de reprovação
  • 2014 – 2.891 participantes – 55% de reprovação
  • 2015 – 2.726 participantes – 48,1% de reprovação
  • 2016 – 2.677 participantes – 56,4% de reprovação

Esses números representam o número de médicos recém-formados pleiteando sob exame, no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), seu CRM, sua identificação de médico. Veja bem, esses altivos pré-médicos não alcançaram a nota mínima porque só conseguiram acertar menos de sessenta por cento das cento e vinte questões da prova. O conteúdo dessas questões era explicitamente sobre as principais áreas da Medicina: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Pública e Epidemiologia, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas.

Apesar de ser um exame obrigatório, mesmo quem for reprovado também pode obter o registro. Isso porque, por força de lei, o conselho não pode condicionar o registro médico ao resultado de uma prova. Para tanto, seria preciso uma lei federal, como acontece com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A pergunta é simples, é possível uma coisas dessas?

#Disse
Carlos Leonardo ٨٧

Reportagem base na opinião:
Mais da metade dos médicos recém-formados é reprovada em exame do Cremesp

Fonte: G1.Globo

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