Persistência em viver

Está certo que o Brasil de hoje não alimenta esperança alguma para as classes abaixo da elite. Esses desestímulos constantes que recebemos através da mídia, dos apertos do dia a dia, do salário que dura algumas horas, da carta de demissão, afetam diretamente a autoestima, provocam o desespero e o estresse e chegam até a depressão.

E quando a depressão nos abate, o sentido de sobrevida se esvai e a tendência de largar tudo, sair pelo mundo “ao Deus dará”, é muito grande. Não temos a menor condição de condenar estes procedimentos, costumamos dizer que “a dor é de cada um” e realmente é. Os problemas nos atingem conforme nossa sensibilidade a ele.

Estou levando o tema a esse rumo para apresentar aqui um paradoxo de persistência em viver. É o caso de Renildo Silva Santos, um brasileiro que merece nossa atenção, merece nossos aplausos pela sua ousadia em viver. O infortúnio de uma brincadeira de moleque, o condenou a uma paraplegia que teve consequências drásticas com o correr do tempo. Oriundo de complicações, um câncer determinou a amputação de quarenta por cento de seu corpo, nas partes inferiores.

Um sistema de prótese foi adaptado às suas necessidades e os treinamentos estão sendo organizados pela Rede Lucy de Reabilitação. Será um processo lento e gradativo à medida que domina um movimento, acresce outro até o completo domínio do sistema protético.

Obs.: “Não o conheço pessoalmente, apenas me senti tocado a comentar o feito desse valoroso rapaz, seu feito de amor à vida é um convite a sobrevivermos sobre quaisquer circunstâncias.

#Disse
Carlos Leonardo ٨٧

Reportagem base na opinião:
DJ passa por cirurgia rara, retira 40% do corpo e já testa reabilitação inédita
Fonte: Folha

Para você, um “Convite à Prosa…
“Vamos viver?”

 

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