E quando precisarmos desses senhores?

É inevitável deixar de pensar em uma situação em que, em uma extrema necessidade da presença de um policial para socorrê-lo, você não se lembre do quadro de hoje no Congresso. Há algumas profissões que não deixam a menor possibilidade de atos comuns e até admissíveis à sociedade. A carreira policial é uma delas, desde que lembramo-nos ser gente, carregamos conosco a imagem de um ser superior, de um ser guerreiro forte e poderoso que nos ampara, de um ser pungente que nos defenderá de um infortúnio qualquer.

Jamais passaria por nossa cabeça a imagem de um super-herói desfardado dando mostras de que, sem fardas, são simples pessoas irracionais como os meliantes que eles passam a vida se sacrificando para pegá-los.

Foi decepcionante, frustrante e desanimador o quadro que se viu em imagens claras e incontestáveis de uma balbúrdia, de uma mostra de falta de civilidade, de respeito com a população e com o que deveriam defender. Nada justifica tal atitude, colocaram-se esses policiais ao mesmo nível da bandidagem que perseguem.

Deveriam saber que na democracia que eles representam o poder, a segurança e a aplicabilidade do direito de cada um, não cabem atos dessa monta, sejam de quem for. Os possíveis direitos que estão ameaçados a perderem, não os fazem diferentes de outros brasileiros, que também o perderão. Nem mesmo a justificativa de que a profissão é de risco, justifica alguma coisa. A opção de assumirem uma farda e toda sua galhardia, dizem serem inerentes os riscos a que se submetem, como um carvoeiro que desce quilômetros no fundo da terra para trabalhar, o seu risco de vida é parte de seu trabalho, eles nada têm a reclamar não porque não podem, mas porque as coisas têm que ser feitas assim.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Policiais invadem Congresso em ato contra reforma da Previdência
Fonte: Globo

Para você, um “Convite à Prosa…
“Como você vê a atitude desses policiais?”

 

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