Reprodução integral de uma matéria importantíssima

Sem qualquer constrangimento, que aqui admito, reproduzo uma matéria lançada no portal UOL, um trabalho informativo muito elucidativo de Maria Júlia Marques – ‎Repórter de Ciência e Saúde no Universo Online – ‎UOL, que acredito ser de suma importância seu conhecimento por toda população brasileira.

Quero salientar que não se trata de simples cópia de material para simples movimentação do blog, mas sim a decisão de expandir um serviço de informação fantástico criado pela autora em entrevista com Tatiana Covas, hematologista do complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos, que administra o banco de sangue de São Paulo. Segue o artigo, cujo link para confirmação está logo abaixo:

ET.: As artes aqui representadas são de autoria de DiVasca/Arte UOL


Quem já doou sangue sabe que o processo é rigoroso. É preciso responder diversas perguntas sobre seus hábitos e até o meio de transporte que usou para chegar ao banco de sangue pode desclassificá-lo como doador.

Com tanto detalhamento na triagem, tem quem ache que algumas questões são frescura, mas não é bem assim. O processo é exigente para garantir a qualidade do sangue e cada resposta importa para segurança do receptor e do doador.

“É um excesso de zelo para garantir a qualidade. Não temos que diminuir critérios para ter mais doadores, e sim, conscientizar a população sobre os riscos de um sangue inapropriado”.

Tatiana Covas

Quando a pessoa entende o processo, compreende que realmente um pequeno detalhe pode agravar o quadro de quem já está fragilizado e precisando de transfusão. Inclusive, o Ministério da Saúde tem uma portaria que afirma que o doador deve ser informado sobre os motivos da sua inaptidão para voltar preparado na próxima tentativa.
Por que sono, idade e exercício são critérios?

Tem limite mínimo e máximo de idade
Os doadores devem ter de 16 a 69 anos. Menores de idade precisam de autorização e idosos devem ter feito a primeira doação até os 60 anos. “Pensando no desenvolvimento fisiológico, aos 16 anos não há mais perigo para doar. Já com 70, o corpo está passando por transformações e doar pode causar mal-estar“, diz Cárlei Godinho, hematologista do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Fez piercing ou tatuagem?
“Se o piercing for na vagina ou na boca, regiões com altas chances de infecção, é proibido doar até um ano depois de tirar a joia”, diz Godinho. Se for em outro lugar, é preciso ficar um ano sem doar, o mesmo tempo para tatuagem. Furar a pele com agulha pode transmitir hepatite C e B, e HIV. Tais doenças são testadas na doação, porém, leva tempo desde a contaminação até a doença ficar detectável. Pare evitar chance de transmissão de uma doença, espere.

Você precisa pesar mais de 50 kg
Não é sobre ser magra ou não. O Ministério permite a retirada de 8 mililitros de sangue por quilo de mulheres e 9ml/kg de homens. As bolsas de sangue são padronizadas para receber ao menos 400ml. Fazendo as contas, para encher a bolsa é necessário ter 50kg. “As bolsas têm anticoagulante que mantém o sangue em bom estado. Se colocamos menos sangue fica desproporcional para medida de anticoagulante e estraga a doação”, explica Godinho.

Não vá de bike
Justificativa? Sua segurança. Depois da doação, é recomendado ficar ao menos 15 minutos em repouso, mas o corpo demora cerca de quatro horas para ficar 100%. “Ter menos sangue e fazer esforço físico exige mais do que o organismo pode dar, a chance de desmaio aumenta”, diz Godinho. Se você desmaiar pedalando o acidente pode ser grave. Doadores com profissões de risco, como pilotos, devem ficar ao menos 12h sem trabalhar após doação.

Sua vida sexual importa 
Não é invasão de privacidade, é matemática. “É saúde pública, definimos por probabilidade. Quanto mais parceiros, maior o risco de DSTs”, diz Silvano Wendel Neto, diretor do Banco de Sangue do Sírio Libanês. O permitido para doação são dois parceiros por ano. Quem teve DST volta a ser apto um ano após a cura. Excluir gays como doadores segue a regra: maiores de chances de HIV. “Não é discriminação, é buscar mais segurança”, diz Godinho.

Sou doador, sem drogas e sem álcool
A doação de sangue é vetada até que a droga saia do organismo. Se um paciente na UTI recebe sangue com cocaína, por exemplo, pode morrer. Segundo portaria do MS, o uso de maconha impede a doação por 12 horas. Cheirar cocaína, usar anabolizantes ou crack excluem o doador por um ano. Já se há uso de drogas injetáveis, o doador é descartado. Quanto ao álcool, não pode ser ingerido 12 horas antes da doação.

Nada de insônia ou comer mal
“Você se sente bem com poucas horas de sono? Somar o cansaço com perda de sangue acaba em desmaio”, diz Neto. O sono protege o doador, e comer bem protege o receptor. “Se a refeição é pesada, a gordura é absorvida e o sangue fica gorduroso, com um aspecto ruim”, explica Neto. O jejum também está vetado. Perdemos 500 calorias ao doar sangue, para evitar queda de pressão e náuseas, o ideal é um lanche leve.

Sem machucados ou gripe
A pele é cheia de bactérias. Um arranhão pode fazer com que as bactérias entrem no organismo e circulem no sangue, podendo ser transmitidas pela doação. A bactéria pode não ser nada para um organismo saudável, mas é agressiva para alguém fragilizado. É como estar com gripe ou nariz escorrendo, você também não pode doar. Um resfriado leve para você pode fazer muito mal a um doente em estado grave.

Confira seu passaporte
Na doação, os exames feitos obrigatoriamente no sangue são de sífilis, HIV, hepatite B e C, chagas e HTLV. Ao informar suas viagens você permite que o médico rastreie ameaças de outras doenças que podem ser transmitidas pelo sangue. “Não conseguimos testar todas as doenças do mundo, então excluímos quem foi para áreas epidêmicas por 30 dias, diminuindo riscos de transmissão. É o que acontece com a zika e com febre amarela”, afirma Covas.


#Disse

Carlos Leonardo ˄˅
 

Artigo base da análise
Por que tanta gente não pode doar sangue? Conheça critérios e suas razões
Fonte: Notícias – UOL

 

 

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