Tsunami num prato?

O Brasil se tornou de uns anos para cá um país de boateiros de interesses escusos, de finalidades ocultas. Esse caso da Operação Carne Fraca é um típico exemplo de exagero infundado aplicado sobre uma área específica. Não estou aqui opinando sobre a não existência dos fatos citados e veiculados e muito menos sobre a inocência das empresas envolvidas no escândalo da produção e comercialização de mercadorias em estado impróprio ao consumo.

O que questiono aqui é um tema já discutido por âncoras da mídia, o direito de se levantar acusações sem estarem lastreadas de provas concretas, sem responsáveis diretos pela afirmativa e comprovação do delito em si.
A simples afirmativa por uma descoberta sem comprovação, sem provas cabíveis baseadas em estudo realizado por profissionais comprovadamente experientes na área, é um grande risco de se “dar um tiro no pé”, de se produzir mais estragos que consertos. Os efeitos desastrosos de um elo da cadeia produtiva doente, pode destruir toda a existência produtiva de um setor. Não foi isso que aconteceu?

Todo esse prejuízo causado pelo vazamento da informação teve uma origem e como se comportará a Justiça com respeito à responsabilização do evento desastroso? O País quase que perde toda uma cadeia de exportação, num momento muito ruim que passa e está se esmaecendo a culpabilidade do fato, desenha-se o esquecimento da origem, a responsabilização do evento errôneo, a blindagem do anunciante. Não se questionará sobre as provas existentes? Se elas realmente existirem, qual a comprovação do fato ocorrido? Qual a definição dos malefícios reais à saúde humana, declarados como risco de vida?

Eumar Novacki, do Ministério da Agricultura, fala sobre resultado de teste em amostras de carne (Foto: Laís Lis/G1)

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Teste encontra bactérias em 8 de 302 amostras de carne de frigoríficos
Fonte: G1 Globo

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