A cara da insegurança

Podemos admitir que este é o espelho do quadro econômico em que vivemos. As pessoas espremem e apertam o máximo possível seus gastos para poderem comprar uma lembrancinha para as mães. Foi-se o tempo em que os presentes eram suntuosos, festivos ou de exageros gastronômicos em restaurantes chiques em homenagem à mamãe.

O parco dinheirinho economizado, mal dá para algumas pequenas lembrancinhas complementadas com um abraço forte e um pedido de desculpas pelo presente ser ínfimo e que só isso foi possível. O medo constante que assombra o trabalhador empregado é que o seu trabalho não seja garantia alguma de que continuará trabalhando.

Isso inibe qualquer tentativa de se adquirir um presente mais vistoso e muito mais caro. Quantos casos nos chegam ao ouvido de pessoas que confiaram na segurança de seu trabalho e se viram em “papos de aranha” para honrar com as dívidas contraídas, por mais pequenas que elas fossem.

Além do grande fantasma do desemprego que ronda as cabeças do inseguro trabalhador, há ainda o grande entrave dos juros elevadíssimos que mercado aplica. Isso encarece demais os financiamentos e impossibilita à grande maioria do povo contrair dívidas financiadas a esse juro exorbitante.

Se para o comerciante esses juros altos são frustrantes porque limita as vendas, para o comprador é algo que ele vai “fugir como o diabo da cruz” de entrar nessa encrenca, buscando assim presentes menores, preços menores, simples lembrancinhas a custo de picolés de groselha.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
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Fonte: Notícias R7

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“Você também trocou presentes por lembrancinhas?”

 

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