“Dedo Duro”, o novo herói brasileiro

Saindo do universo de notícias estarrecedoras que se cruzam nas mídias, sobre conchavos e tratativas escusas feitas por pessoas que deveriam estar mais preocupadas em ofertar melhorias à população.  Podemos usar esse trágico “pano de fundo” que discorre diante de nossos olhos, para analisarmos um pouco do comportamento do ser humano, em específico, do brasileiro.

Podemos admitir que nós brasileiros, somos um caso “sui generis” de humanos, nunca fomos um primor em respeito ao próximo, ao direito de cada um em ter privacidade. Por mais que alguns achem que estou generalizando sobre o tema, se colocarmos as mãos em nossa consciência podemos afirmar com todas a letras possíveis que a grande maioria de nós mesmos, assim o somos.

Com essa afirmação, admitimos que nossas características pessoais podem ser volúveis e tendenciosas. Por isso estamos constantemente sujeitos a ter nossas reações serem tomadas em função de nossos próprios interesses, independente de o quanto estamos atravessando o direito do outro. Um exemplo típico disso que estamos colocando é situação em destaque nas mídias.

Sem nos preocuparmos com quem disse isso ou fez aquilo, a figura que se destaca nestes recentes acontecimentos é a do “amigo delator”. Estamos tão perdidos em nossos conceitos morais e tão torpedeados por notícias de total falta de caráter das personalidades da Nação, que estamos hoje agradecidos a esse personagem tão baixo, tão vil, tão desonesto quanto o executor da traição, o “dedo duro”.

Desde muito criança e até nos meios do submundo, esse personagem é tido como sendo de extremo baixo nível na sociedade, é levado à exclusão dos meios sociais e relacionais de todos os grupos. Por seus métodos nada convencionais de obtenção de seus intentos, são marginalizados com todas as honrarias, e deve ser assim mesmo.

Mas infelizmente, como acima citado, estamos fragilizados em nosso conceito de moralidade, perdemos as definições de certo ou errado em nosso dia a dia, somos bombardeados constantemente com notícias de desonestidade em atos que nos atingem que achamos normal e aceitamos com a maior tranquilidade, atos escusos que comprovem ou que levantem dúvidas no comportamento de nossas personalidades. Estamos mais preocupados com os efeitos catastróficos que podem ser gerados com a publicidade, do que com os meios utilizados para sua obtenção…

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Para você, um “Convite à Prosa…
“Não deveríamos buscar mais honra em nossos atos?”

 

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