Mídias e políticos começam a descobrir

Um pequeno detalhe que pobre plebe já sabia há séculos, a mídia de uma maneira geral está descobrindo e alguns políticos quando encurralados admitem que “o rombo da previdência não é de origem do setor privado”.

É incrível como se faz vistas grossas para esse detalhe, e como medidas corretivas são aplicadas de maneiras diferentes e lesivas ao setor privado. Há muito tempo atrás, as previdências eram separadas e então o governo descobriu que a previdência do setor público era extremamente deficitária por inúmeras razões e então uniu os setores.

A explicação para tanta deficiência é simples, ela mantém o padrão integral de salário da ativa ao aposentado, seus reajustes são na mesma paridade ao da ativa, o tempo de contribuição é muito menor e é definido por categorias. Políticos se apropriam indevidamente dela com pouquíssimos anos de contribuição e com altíssimos salários.

Em contrapartida, a previdência privada sempre foi autossuficiente e mantinha-se com a maior facilidade, dado que o tempo de contribuição sempre foi longo, os salários pagos atinham-se a limites e as regras eram iguais a todas as classes contribuintes. Isso fez crescer os olhos do governo e os tais sindicatos nada fizeram para opor-se. Veja alguns comparativos das heranças dessa união:

– Pouco mais de R$ 150 bilhões ajudam a pagar 30 milhões de benefícios do INSS, no sistema privado.
– R$ 164 bilhões – pagam o buraco criado por apenas 3 milhões de servidores civis e militares da União e Estados.
– Em termos per capita. Os cofres públicos liberam cerca de R$ 4,4 mil per capita para cobrir o rombo do INSS, onde estão 29,2 milhões de brasileiros que pagaram pelo benefício. Cada um dos 2,7 milhões de inativos civis da União e dos Estados custa R$ 49 mil – praticamente dez vezes mais.
– Entre os militares, a proporção sobe: cada um dos quase 300 mil inativos custa R$ 113 mil.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Aposentado do Estado custa dez vezes mais
Fonte: Época

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Para você, um “Convite à Prosa…
“Se a fonte é a mesma, as regras não deveriam serem as mesmas?”

 

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