Quais as chances disso dar certo?

De imediato podemos destacar nesta reportagem abaixo citada, dois problemas profundos e que merecem uma análise mais aprofundada da questão. Primeiro, devemos levar em alta consideração a afirmação do próprio governo federal de que gastou apenas vinte por cento dos cem milhões de reais em medicamentos e que o restante, oitenta por cento, foi gasto em despesas estruturais do sistema. Esta simples afirmação deveria ser fazer levantar uma apuração sem limites para responsabilização dos geradores desses absurdos números. O segundo problema visível nessa reportagem é o abandono governamental da custódia desse programa e sua consequente transferência responsabilidade do estado.

Possibilidades de erros futuros com essa transferência são enormes. Historicamente, experiências anteriores de transferências de responsabilidades federais para os estados, não deram certo. As diferenças de domínio administrativo nos governos estaduais e isso ocorrem com qualquer um deles, em função das alternações culturais e administrativas de seus comandantes, darão possibilidades a relaxamentos ou desvios de verba na aplicação das propostas de atendimento à população cadastrada.

Tomemos por base as entidades assistenciais coordenadas pelos estados; pouquíssimos são os casos de sucesso. A grande maioria delas que ainda sobrevivem, estão em estados calamitosos de suporte e administração. A grande maioria delas sobrevive por poderem contar com o voluntariado da sociedade à sua volta. Nos demais casos, extinguiram-se com dívidas violentas, com falta de insumos necessários ao seu funcionamento básicos. Muito provavelmente é este o futuro deste programa agora passado para a responsabilidade dos governos estaduais. Poder-se-ia dizer, um ato covarde do governo federal em relação ao controle de um os seus mais beneficentes programas.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Governo deixa de financiar rede própria do Farmácia Popular e repassará recurso a estados e municípios
Fonte: G1 Globo

Para você, um “Convite à Prosa…
“Quais são as chances desse programa sobreviver, sob a custódia do estado?”

 

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