Relevâncias que mudam tudo e nada

Há duas visões que devem ser levadas em consideração, sobre os efeitos dessa informação apresentada à sociedade, nos trabalhos publicados nesta quarta-feira (sete de junho de dois mil e dezessete) pelo periódico científico “Nature“. Para efeito de estudos, de aprofundamento no conhecimento científico, da história de nossa existência física na Terra, na evolução de nossa espécie humana, esta descoberta é de extrema importância.

Reconstrução do primeiro crânio de Homo sapiens, feito com base em ressonâncias de múltiplos fósseis originais (Foto: Philipp Gunz/MPI Eva Leipzig)

Esse relato afirmativo modifica completamente tudo o que até então dispúnhamos de informação de nosso cronograma evolutivo, influindo diretamente nos conhecimentos e localização na história, o surgimento de nosso antepassado “homo sapiens”. Todos os conhecimentos já conhecidos da evolução, nessa fração histórica da evolução humana, foram modificados com a nova datação cerca de cem mil anos antes do que o período que se imaginava até agora.

Descobertas na região marroquina de Jebel Irhoud começaram nos anos 1960 (Foto: Shannon Mcpherron/MPI Eva Leipzig)

Na prática, nada altera nosso curso na história e muito menos em nosso dia a dia, apenas como raça humana evoluída, ficamos cem mil anos mais velhos. Não é atoa que nestes dias, estava me sentindo mais cansado, com uma sensação de peso da idade me incomodando. Não sabia, minha estória ficou mais velha…

Mandíbula inferior de um Homo sapiens encontrado em Jebel Irhoud (Foto: Jean-Jacques Hublin/MPI-Eva Leipzig)

A segunda visão que acima citei, a ser considerada é a história de certa senhora emergente no cenário político nacional. Há algum tempo atrás, em sua inata empolgação discursiva, ao alardear os conhecimentos adquiridos por nossos antepassados “homo sapiens” e “homo sapiens-sapiens, não se esqueceu, ante a massificante plateia feminina que a acompanhava constantemente, de também de elogiar e valorizar as experiências adquiridas pelas não menos importantes “mulheres sapiens”. Não se esqueceu disso, não é?
Tenho ou não tenho razão em me preocupar com esta segunda hipótese?

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

 

Artigo base da análise
Por que fósseis achados no Marrocos mudam tudo o que sabemos sobre a origem da humanidade
Fonte: G1 Globo

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