Falta-nos um Moisés…

Estava eu almoçando em um restaurante caseiro de uma cidade vizinha à minha, coisa do meu dia a dia e inadvertidamente ouvi uma fração de conversa de uma mesa vizinha. Um casal falava algo que não sei o que era e nem como terminou, porque me senti envergonhado por me pegar prestando atenção à conversa alheia, mas o trecho que ouvi, talvez tenha sido direcionado para meu raciocínio.

O casal conversava de algo sobre Moisés, personagem bíblico, ícone central do evento da retirada dos hebreus do Egito. Esse trecho de conversa que ouvi me despertou para um tema nada histórico e nem de cunho religioso, mas político-social no Brasil.

Como conta a estória, a espera dos hebreus por um messias que os guiasse para a terra prometida, frustrou-se e o Deus de suas crenças deu-lhes um ser humano comum, de criação régia e que foi estraçalhado por suas ligações com os escravos.  Deixando a história de lado, analogamente, pode-se encaixar a atual situação do povo brasileiro nessa parábola ao Brasil.

Vivemos num desencontro de esperanças, num desencontro de aspirações. Nossos sonhos de grandeza foram frustrados e levaram consigo nossas vãs esperanças de um dia melhor. Descobrimos que não poderíamos sonhar em ser uma grande Nação e nos acostumamos à ideia de sobrevivência pacífica, mas infelizmente, nem isso foi possível.

Desesperadamente, buscamos encontrar um guia que nos levasse ao rumo certo do progresso e encontramos um falastrão que só tinha egos para satisfazer. Posando de filho da pobreza, escondendo o prazer e a satisfação de usufruir dos benefícios que os nobres detêm. Erramos outra vez e as coisas somente pioraram.

Buscamos desesperadamente que surja um guia de crédito nacional, mas nossos ícones estão enlameados na podridão que assola a Nação. Nossos sistemas administrativo, legislativo e judiciário estão apodrecidos e contaminados com conchavos, subornos e interesses. Nada está voltado ao que deveria ser o primordial à Nação, seu povo. “À eles brioches…”

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Para você, um “Convite à Prosa…
“Não há convite. Só pense.”

 

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