Os rebolados numéricos do governo

Lendo o que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira declarou na mídia, chegamos até a questionar nosso egoísmo, nosso modo de apenas olhar, nosso próprio umbigo. Temos o costume arraigado em nosso ser de autodefesa, talvez porque, a grande maioria dos brasileiros tem origem humilde, vida dificultosa, cheia de decepções e desesperanças.

Por isso, se justificam as reações às vezes até exageradas ante aos rompantes do governo no desespero de sanar seus problemas monetários. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco, do lado mais numeroso e desconectado, o povo. As reações são de desespero por não ter barraco a se ancorar, por não ter a quem se recorrer para ajuda. Como na idade média, os senhores feudais vivem em uma realidade totalmente diversa e incompreensível para a plebe. O povo não consegue entender porque a Nação em dificuldades financeiras não se corrige e sempre espreme cada vez mais a parca renda do pobre cidadão.

Técnica e economicamente, o governo está certo. Drena-se recursos de onde os custos são menores a ele, os ônus da decisão estarão nos bolsos alheios. O eterno erro da alta cúpula do governo federal é não dar sua carne para cortar. Entende-se que um gesto desses engrossaria as fileiras de desempregados no Brasil, mas podemos realmente considerar esses apaniguados como empregados? É essa pergunta que o povo faz e o governo se esquiva de responder. Há muitos acordos ocultos para que eles existam, e em indefinível quantidade.

Mas e o povo? O povo sofrerá as consequências de mais essas medidas emergenciais do governo, não há como fugir, não há a quem recorrer. Para o povo, a pior medida é a mexida nos valores dos combustíveis. O próprio governo sabe disso, mas não está preocupado porque o próprio povo não é comprometido com suas necessidades. As diversas classes sociais envolvidas na área de comércio se aproveitam desse caos criado, para melhorarem seus rendimentos. O desencadeamento dessa cascata de aumento de custos no dia a dia terá origem no próprio povo.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Artigo base da análise
Aumento do tributo foi necessário e estamos comprometidos com a meta, diz ministro
Fonte: em.com.br

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