Nossa crise maior: “HONRADEZ”

Falta honra, sobra esperteza na política
“HONRA” Vem do latim “honor”, sinaliza a própria dignidade de uma pessoa que pauta seu modo de vida nos ditames da moral. Para o jurista italiano Adriano de Cupis “é a dignidade pessoal refletida na consideração dos outros e no sentimento da própria pessoa.” Dignidade lembra nobreza, respeitabilidade e autoridade moral.
A frase “Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos“ – atribuída a Thomas E. Lawrence, diplomata inglês, agente secreto, arqueólogo e militar conhecido no filme “Lawrence da Arábia”, estrelado por Peter O’Toole (1962) se encaixa como uma luva no Brasil atual que respira delações dos homens públicos e coligados (operadores & laranjas).
Manoel Afonso


Partindo-se do excerto do artigo criado por Manoel Afonso na coluna Ampla Visão no site Campo Grande News, podemos identificar o nosso real problema com respeito a tudo o que se passa nessa Nação hoje. No trem da vida, descemos há algumas estações atrás e paramos por lá mesmo, esperando que o mesmo trem volte. Somos, nós brasileiros de minha idade, quase que culpados dessa revolução nos parâmetros de honradez, de seriedade e de respeito. Nós, geração pós Woodstock, não nos revoltamos, mas ainda vivemos sob as regras que orientaram nossos pais e nos construíram.

Submissamente, tentamos prover a nossos filhos uma vida com regras menos impositoras e mais humanas. Mas esquecemos ou não tivemos experiência suficiente para criarmos regras novas e mais abrangentes. Então, deixamos ao léu, deixamos que as coisas se acomodassem de acordo com as necessidades de cada um e não nos atentamos que cada um é cada um. Tem pensamentos e reações diferentes e antagônicas.

O resultado disso é esse caos que hoje existe. Quando o berço não provem regras, o caos se instala, a balbúrdia se instala. E é exatamente isso que estamos vendo hoje. Perdemos a noção de “honradez”. Nossas palavras são ditas ao vento, quase sempre, sem bases sólidas, simplesmente replicamos o que ouvimos, com o acréscimo de nossa versão, nosso entendimento do assunto. Nossas atitudes não estão baseadas na política da boa vizinhança, do respeito, mas sim, pelo famoso mote criado em nossa geração: “A lei de Gerson”, onde a esperteza está acima da honra.

Os preceitos de nossos pais morreram com eles. Em nós ficou apenas o sentimento de tristeza, de impossibilidade e de desgosto em ver que os nossos descendentes agem com a maior naturalidade em contrário a tudo o que acreditamos. A culpa é da evolução? Nããããooo… A culpa é exclusivamente nossa, nós criamos esta situação, nós devemos encontrar um meio de corrigir isso… Esse é o grande problema de hoje.

#Disse
Carlos Leonardo ˄˅

Para você, um “Convite à Prosa…”
“Como incutir “honra” nos atos em nosso dia a dia?”

Vamos comentar isso?